A cidade

Morar em Colatina representa viver em uma cidade que oferece o conforto dos grandes centros do país, com a vantagem de não conviver com a violência. O bucolismo está presente no município. O ar interiorano é o principal charme. São comuns os passeios e as reuniões nas diversas praças da Princesinha do Norte. Uma delas, a Praça Sol Poente, é o principal centro de lazer e cultura, onde acontecem os mais variados eventos. Nesse local é realizado, nos finais de semana, uma feira de artesanato e de comidas típicas, conhecida como Projeto Coisa Nossa. Estrategicamente localizada no centro do Estado, a cidade registra a maior potencialidade econômica da região Norte. Situada no Vale do Rio Doce, está a 135 quilômetros de Vitória, capital do Espírito Santo. Por ela passa a estrada de ferro Vitória-Minas, a BR-259 e a ES-080 (Rodovia do Café).

 

História e Cultura

Os índios Botocudos dominavam a extensa área de floresta do Rio Doce até São Mateus, no Norte do Estado, além de uma parte de Minas Gerais. Viviam em guerra com todos os seus vizinhos, inclusive com os da região de São Mateus, os Malalis, Cumanachos, Maconis, Machacalis, Panhames, Capuchos e Pataxós. Após três séculos da primeira entrada no Rio Doce, ocorrida por volta de 1572, sob a chefia de Sebastião Fernandes Tourinho, rumo a Minas Gerais, ainda os Botocudos dominavam a região. Eles começaram a desaparecer a partir de 1921, com o rápido desenvolvimento de Colatina e a sua emancipação política do município de Linhares, ao qual pertencia, e a onda de povoamento da Região Norte, a partir da construção da Ponte Florentino Avidos, em 1928.

Como Chegar

A 137 quilômetros da capital Vitória. Acesso pela BR-101 e BR-259

Contatos

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Cultural Gastronômico Religioso

Biblioteca Pública Municipal

Está situada na região central da cidade. Funciona no antigo armazém da Estação Ferroviária, da área da Estrada de Ferro Vitória a Minas, doada pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) ao município na década de 80. Foram preservadas as características originais do armazém, que tem 48 metros de comprimento e nove metros de largura, construído no início do século passado. Foi inaugurada no dia 1º de julho de 1989, quando recebeu o nome de "João Chrisóstomo Belesa", em homenagem ao ex-presidente da CVRD. Seu acervo é formado por cerca de 20 mil volumes, a maioria de livros de clássicos infantis, didáticos, coleções, dicionários, mas também revistas e jornais, nacionais e internacionais. Está totalmente informatizada. Mensalmente recebe cerca de 1.500 pessoas entre estudantes, professores, pesquisadores e leitores em geral, para pesquisas ou empréstimos de livros. É formada por um salão de pesquisas com 16 mesas, sala de catalogação, espaço de literatura infantil e outros espaços de apoio. Tem um espaço para o projeto "Era um Vez", desenvolvido por um contador de estórias com as crianças.

ENDEREÇO

Estação Ferroviária, área da Estrada de Ferro Vitória - Minas, em Colatina

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Segunda a Sexta, das 09:00 às 17:00 horas.

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Catedral do Sagrado Coração de Jesus

A partir da Lei 5.246, sancionada em 25 de outubro de 2006, a Catedral Sagrado Coração de Jesus, antiga Igreja Matriz, tornou-se o mais novo patrimônio histórico municipal, uma área de preservação histórica, artística e cultural. De acordo com a lei, nada poderá ser alterado em um raio de 50 metros da catedral. Estão proibidas obras que venham a obstruir a visão do templo em todo o perímetro urbano de Colatina. Padre Geraldo Meyers foi o responsável pela construção da então Igreja Matriz, cuja pedra fundamental foi lançada em 1952, na administração do prefeito Justiniano de Mello e Silva Netto. Passou a ser denominada Catedral no final da década de 80, quando o Papa João Paulo II criou a Diocese de Colatina. Os três sinos existentes foram feitos em São Paulo pela Fundição Artística Paulistana (Sinos de Bronze-Ângeli). O maior pesa uma tonelada, o médio tem quinhentos quilos e o menor, 200 quilos. As janelas da torre da igreja onde está o relógio, que também vieram de São Paulo, medem 7 x 11 metros. São duas torres. É na torre maior, de 47 metros de altura, que está assentado o relógio de quatro faces, com nove metros quadrados e números em algarismos romanos, controlado por um sistema de pesos automáticos. As horas podem ser conferidas pelos colatinenses à longa distância. A torre menor da matriz, situada à direita, é toda coberta de cobre e tem sobre ela uma escultura de um galo, feita por um especialista de São Paulo. As telhas que cobrem o restante da igreja vieram do município paulista de São Caetano. Na frente da capela há dois emblemas, um da Alemanha, e outro da Áustria, colocados por indicação do padre Geraldo, por ele ser natural da Alemanha, e por ter sido um austríaco quem colocou os vitrais. As paredes são feitas com enormes vitrais coloridos com motivos religiosos e passagens bíblicas trazidos da Europa pelo padre Geraldo.

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Largo Mauá - Vila Nova, Colatina - ES

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Estátua do Cristo Redentor

Foi inaugurada pela Prefeitura em 1975 no bairro Cristo Redentor, hoje Bela Vista, na região central da cidade, na administração do então prefeito Paulo Stefenoni. Construída pelo arquiteto, desenhista, pintor e escultor autodidata, Antonio Francisco Moreira, foi considerada na época a segunda maior estátua do Brasil, ficando atrás apenas do Cristo Redentor do Rio de Janeiro. Perde para a do Rio em apenas 2,5 metros. A sua construção foi iniciada em 1974. Tem altura total de 35,5 metros -- a altura da estátua é de 20 metros e , do pedestal, 15,5 metros --, o comprimento das mãos tem 1,80 metro e a largura de braço a braço é de 40 metros. Na época da construção, Moreira foi chamado de "artista operário". Tinha 54 anos, nascido no município capixaba de Guaçuí, sul do Estado, e era de origem humilde. Órfão de pai desde o primeiro ano de vida, começou a trabalhar ainda menino para ajudar a família. Tinha apenas oito meses de estudos. Esculpiu as estátuas do Cristo Redentor em Guaçuí e de Itaperuna, no estado do Rio de Janeiro, e a de São Miguel, que fica na torre da igreja católica de Guaçuí. Pintou quadros, murais e retratos de personalidades ilustres.

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Colatina - ES

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Atrativo livre.

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Igreja Nossa Senhora Auxiliadora

A atual igreja católica Nossa Senhora Auxiliadora, situada no bairro Colatina Velha, foi construída na década de 50 no mesmo lugar da outra, que foi a primeira do município de Colatina, erguida no século IX, com a frente virada para o Rio Doce, e demolida por estar em situações precárias. A imagem da santa foi buscada em Vitória para o altar da primeira igreja, que foi muito danificada pelas constantes explosões de pedras feitas para a construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas, na época da mudança dos trilhos da Avenida das Nações para a Rua Pedro Epichin, o que tornou necessária a construção da atual. O primeiro responsável foi Frei José D´Alatre e a primeira missa campal foi rezada pelo padre italiano Antonio Betramela, por volta de 1889. Também teve à frente no passado frei Angélico. O construtor da igreja atual foi Albino Gaiver. Ele fez o projeto e começou a construção com a ajuda dos presidiários, mas não chegou a terminar as obras. Coube a Vadico Rodrigues continuar, e mais tarde à Irmandade das Filhas de Maria, a Congregação Mariana. Tempos depois, a imagem de Nossa Senhora Auxiliadora foi levada para a igreja matriz do Sagrado Coração de Jesus, hoje Catedral de Colatina. A imagem foi trocada por uma de São Sebastião e a igreja passou então a ter o nome do santo. Os religiosos do bairro reivindicaram de volta a estátua e só assim a igreja voltou a ser chamada pelo nome original, Nossa Senhora Auxiliadora. Frei Lourenço foi apontado como quem havia levado a estátua da santa para a matriz para uma festa, e outro padre missionário devolveu a imagem, após oito anos de tentativas e pedidos de devolução. Antigos moradores contam que, na época, aconteciam muitas procissões e festas e até o Corpo de Bombeiros de Vitória vinha a Colatina para carregar a estátua.

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Ponte Florentino Avidos

Foi inaugurada em 1928, e com ela ocorreu a efetiva colonização da região Norte do Estado. Foi erguida para a construção da Estrada de Ferro Norte do Rio Doce, de Colatina a São Mateus, que não foi concluída. Liga as regiões norte e sul da cidade e forma, com a avenida Beira-Rio, o rio Doce e o pôr do sol, o cartão postal de Colatina. O nome é em homenagem ao governador do Estado da época, então presidente do Estado, Florentino Avidos (1924-1928). Chama a atenção pelo seu comprimento, devido à imensa largura do Rio Doce que corta toda a cidade.

ENDEREÇO

Pte. Florentino Avidos - Colatina - ES

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Aberta diariamente, livre circulação.

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Praça Municipal Belmiro Pimenta Teixeira

A Praça foi construída na primeira administração de Justiniano de Mello e Silva Netto, inaugurada no dia 1º de janeiro de 1935, com o nome de "22 de agosto". No início do século passado, 1906, era o local da antiga estação ferroviária da Estrada de Ferro Vitória a Minas. Na década de 90, recebeu o nome atual "Belmiro Pimenta Teixeira", em homenagem ao ex-deputado federal. Está localizada no centro da cidade, próxima à Ponte Florentino Avidos, e ao lado de dois patrimônios históricos, o prédio da Câmara Municipal e uma das escolas mais antigas do município, Aristides Freire. Abriga bancas de revista, é o ponto dos táxis e dos engraxates. Conta com um busto do presidente da República Getúlio Vargas, homenageado durante o seu primeiro governo, na década de 30. Tem o ar bucólico que só as praças têm e devem ter. Ideal para quem quer sentar e apreciar o movimento dos carros e das pessoas, reencontrar os amigos ou namorar. Ainda guarda o ar romântico de uma cidade do interior. No final das tardes a calmaria convida até à leitura de um livro ou jornal. Tem o seu espaço utilizado também com atividades pedagógicas, de lazer e manifestações culturais diversas. Também é um ponto de encontro dos aposentados que aproveitam para rever os amigos e sentar nos bancos, sob as árvores mais antigas da cidade, como uma da espécie ficus, um tipo de figueira que foi plantada quando foi construída a praça e é a única ainda existente em Colatina, remanescente de uma época em que elas reinavam absolutas nas praças brasileiras. Tem ainda flamboyant, palmeiras, murtas, oitis, ipês e canteiros com jardins com vários tipos de flores. Definitivamente Colatina é uma cidade onde as pessoas ainda podem frequentar as praças. Não é uma cidade de praças vazias como as grandes cidades, devido à violência. Elas ainda podem ser freqüentadas pelas crianças e pelos adultos sem problemas.

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Centro de Colatina.

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Atrativo público.

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Praça Sol Poente: Principal centro de lazer e cultura

A Praça Sol Poente é o principal centro de lazer e cultura de Colatina. O nome é em homenagem ao pôr do sol da cidade, classificado pela Revista americana "Time", na década de 60, como um dos mais bonitos do mundo.

ENDEREÇO

Centro de Colatina

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Aberto ao público.

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Ecoturismo Aventura

Ninho das Garças

O "Ninho das Garças Insetívoras" é um dos dois mais importantes santuários ecológicos de Colatina e fica na localidade de São Sebastião do Norte, na margem esquerda do Rio Doce, na rodovia que liga Colatina ao município de Marilândia, no km 6, no Sítio Porto das Barcas, de propriedade da família Valente. Lá elas dormem e se reproduzem. A garça é uma ave pernalta branca aquática, da família dos ardeídeos, de patas, pescoço e bico longo e delgado. As de porte maior se alimentam de peixes e as menores, de insetos. As garças de Colatina são em maioria das espécies boiadeira e pescadora. As boiadeiras são pequenas e exercem função de inseticida, por isso são também denominadas insetívoras, carrapaticidas. Alimentam de pequenos insetos como carrapatos, grilos, lagartas, formigas, baratas, ratos e até cobras. Limpam campos na agricultura e na pecuária em um raio de 80 km, na região às margens do Rio Doce. Quem passa pela rodovia pode parar para apreciar a chegada delas ao entardecer no ninho do passeio onde passam o dia, proporcionando um bonito espetáculo com o reflexo do sol.

ENDEREÇO

Localizado no distrito de São Sebastião do Norte, na margem esquerda do Rio Doce, na rodovia que liga Colatina a Marilândia, km 6, no Sítio Porto das Barcas.

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Atrativo natural

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Pôr do Sol

O Pôr do Sol de Colatina foi classificado na década de 60 pela revista americana "Time" como um dos mais bonitos do mundo. É o símbolo da terra quente, não só pelas altas temperaturas, mas pelo calor humano e hospitalidade do seu povo. Nas tardes quentes do verão, ou mesmo nas outras estações com muito sol e calor, surgem no horizonte em torno do sol poente as cores amareladas, avermelhadas, azuladas, lilases e de muitos outros tons que fazem o maior espetáculo da cidade, emoldurando a paisagem com a silhueta dos pescadores nas canoas que singram as águas do Rio Doce. A paisagem que faz parte do espetáculo admirado no entardecer pelos caminhantes da Avenida-Rio simboliza o quente coração colatinense, e harmoniza com a generosidade da natureza e a presença do homem.

ENDEREÇO

Beira Rio - Rio Doce

HORÁRIO

Atrativo Natural

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Região Serrana de São Pedro Frio

A região serrana de Colatina é São Pedro Frio, a 40 quilômetros da sede e o local ideal para quem quer respirar ar puro, fugir do calor durante o verão e também curtir um inverno muito aconchegante. Enquanto no inverno em Colatina o clima também fica mais agradável, em torno de 25º C, em São Pedro a média é melhor ainda, em torno de 18º C, e podendo atingir temperaturas menores. São muitos os atrativos, entre eles a Serra da Cangalha, considerada o ponto mais alto, com 900 metros de altitude. Muitas pedras são vistas no lugar e a mais famosa é a da "Baleia", esculpida pela natureza com formato do animal marinho, que fica numa serra na propriedade da família Mantai. A região já é conhecida como "Suíça colatinense" e ainda tem remanescentes de Mata Atlântica. A vista é deslumbrante. Belas paisagens podem ser vistas em diversos pontos, principalmente quando se descortina o alvorecer e o nascer do sol, contrastando com a cerração e a vegetação formada principalmente por quaresmeiras e muitas samambaias ao longo do caminho das estradas. Há matas e cachoeiras a serem exploradas.

ENDEREÇO

Seguir pela BR-259, no sentido Colatina - Baixo Guandu, e cerca de 800 metros depois de passar pela Escola Agrotécnica Federal de Colatina, entrar à direita. Seguir direto numa estrada vicinal até chegar à Vila de São João Grande e entrar à esquerda. Continuar, e nos cruzamentos que surgirem pelo caminho, pegar sempre a direita até chegar à Barra de São Pedro Frio.

HORÁRIO

Atrativo natural

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Secretaria de Estado do Turismo - SETUR/ES
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