O Espírito Santo

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O Espírito Santo une lazer, negócios, eventos, gastronomia, cultura, história e belezas naturais. A combinação distinta do mar com as montanhas, o contraste entre tradição e modernidade, agitação e tranquilidade, esportes e eventos culturais, entrelaçam um roteiro imperdível e cheio de aventura, descobertas e muita diversão.

As peculiaridades de cada município são reveladas através das belas praias, cachoeiras incríveis, culinária diversificada, entretenimento e, principalmente, dos diferentes tipos de clima. Em 40 minutos é possível sair do clima quente das praias e da autêntica moqueca capixaba, para apreciar o aconchego das montanhas com direito a pratos alemães e italianos e um bom vinho.

A tudo isso pode-se acrescentar atrações das mais variadas, como esportes radicais – raffting, rapel e voo livre; o ecoturismo; agroturismo; o turismo náutico; festas religiosas, culturais, e musicais; e o patrimônio histórico-cultural. Todas essas riquezas culturais e naturais fazem parte da história e identidade capixaba.

HISTÓRIA

Vasco Coutinho desembarcou na capitania em dia 23 de maio de 1535, na atual Prainha, em Vila Velha, onde fundou o primeiro povoamento. Como era oitava de Pentecostes, o donatário batizou a terra de Espírito Santo, em homenagem à terceira pessoa da Santíssima Trindade.

Para colonizar a terra, Vasco Coutinho dividiu a capitania em sesmarias – terras abandonadas e que, a partir da inclusão deste sistema, deveriam ser cultivadas, fomentando a agricultura e a produtividade. Esses “lotes” foram distribuídos entre os 60 colonizadores que vieram com ele.

Em Vila Velha, os portugueses sofriam constantes ataques dos índios Tupis que habitavam a região. Em 1549, Vasco Coutinho procurou um lugar mais seguro e escolheu a ilha montanhosa onde fundou um novo núcleo com o nome de Vila Nova do Espírito Santo, atual Vitória. A partir de então, a primeira vila passou a ser chamada de Vila Velha.

As lutas contra os índios continuaram, até que em 8 de setembro de 1551 os portugueses obtiveram uma grande vitória. Para marcar o fato, a localidade passou a se chamar Vila da Vitória e a data ficou como a de fundação da cidade. Vitória também ficou conhecida como “Ilha do Mel”, pois, ao ser vista de longe, a grande quantidade de plantações de milho deixava a paisagem dourada. A palavra “capixaba”, inclusive, que denomina quem nasce no Espírito Santo, vem do Tupi e significa “roça de milho”.

Em seus 25 anos como donatário, Vasco Coutinho realizou obras importantes. Além da construção das duas vilas, ergueu as duas primeiras igrejas locais: a do Rosário, fundada em 1551 (a mais antiga do Brasil em atividade) e a de São João, ambas em Vila Velha.

Ao longo desse período também foram construídos os primeiros engenhos de açúcar, principal produto da economia por três séculos, reinando de forma absoluta até 1850, quando foi substituído pelo café. Em 1551, o padre Afonso Brás fundou o Colégio e Igreja de São Tiago, em Vitória, construção que, após sucessivas reformas, transformou-se no atual Palácio Anchieta, sede do Governo do Estado.

Com a chegada de missionários jesuítas, foram fundadas as localidades de Serra, Nova Almeida e Santa Cruz, em 1556. Na tarefa de catequisar os índios da região, destacou-se padre José de Anchieta, que fundou a cidade Anchieta, e escolheu viver no Espírito Santo até o fim de sua vida.

Em 1558, a vinda do frei Pedro Palácios resultaria na fundação do principal monumento religioso do Estado: o Convento da Penha, em Vila Velha, uma homenagem a Nossa Senhora da Penha, padroeira do Espírito Santo.

GEOGRAFIA

O Espírito Santo fica na região Sudeste do Brasil, fazendo divisa com o Estado da Bahia ao Norte, Minas Gerais a oeste, Rio de Janeiro ao sul e com o Oceano Atlântico a leste. Localiza-se a oeste do Meridiano de Greenwich e ao sul da Linha do Equador, com fuso horário de menos três horas em relação à hora mundial GMT. Sua capital é Vitória. A área territorial do Estado é de 46.184,1 km², e sua população estimada em 2015 é de 3.929.911 (Fonte: IBGE). Quem nasce no Espírito Santo é chamado de capixaba ou espírito-santense.

  • Relevo

O relevo do Estado é caracterizado por baixada litorânea (40% do território) e serras (interior), formado por rochas cristalinas, sobretudo gnaisses e granitos. Ao longo da costa Atlântica encontra-se uma faixa de planície e à medida que se penetra em direção ao interior, o planalto dá origem a uma região serrana, com altitudes superiores a 2.000 metros.

De largura variável, a Baixada Espírito-santense acompanha toda a costa capixaba, da fronteira com a Bahia até o limite com o Rio de Janeiro. O litoral é rochoso ao sul, com falésias de arenito, e também, na parte central, com grandes morros e afloramentos graníticos à beira-mar, além de ser recortado com enseadas e baías. É arenoso ao norte, com praias longas de mar aberto e cobertas por vegetação rasteira. Destaque para as Dunas de Itaúnas, no extremo Norte capixaba.

A 1.140 quilômetros da costa, no Oceano Atlântico, encontram-se a Ilha da Trindade e as Ilhas de Martim Vaz, por sua vez situadas a 30 quilômetros de Trindade. Ao todo, há 73 ilhas localizadas na costa do Estado, sendo 50 localizadas na capital Vitória.

Outra unidade do relevo são os planaltos e serras, que ocupam 60% do território do Estado. O Espírito Santo é coroado por maciços montanhosos, entre os quais se destacam os picos da Serra do Caparaó, localizado no sudoeste do Estado, próximo à divisa com Minas Gerais. Nela está o Pico da Bandeira (2.892 metros), o terceiro mais alto de todo o país, localizado no município capixaba de Ibitirama.

Na cidade de Castelo está o Pico do Forno Grande, um imponente afloramento rochoso com 2.070 metros, ponto mais alto da Serra do Castelo. Existem vários afloramentos menores, porém importantes, como a Pedra Azul, com 1.822 metros, que também é conhecida como a Pedra do Lagarto, devido a uma saliência em forma de um animal que parece subir pela sua encosta. Aos fundos, na mesma formação rochosa de granito e gnaisse, avista-se a Pedra das Flores, com 1.909 metros de altura.

A noroeste as altitudes diminuem um pouco, porém apresentam algumas elevações rochosas, como os pontões capixabas, entre as quais destacam-se as formações na cidade de Pancas.

  • Clima

O clima do Estado do Espírito Santo é tropical úmido, com temperaturas médias anuais entre 22ºC e 24ºC e volume de precipitação superior a 1.400 mm por ano, especialmente concentrada no verão.

  • Hidrografia

O Rio Doce é o mais importante do Estado, com 853 quilômetros de extensão desde a nascente. Ele nasce em Minas Gerais e desemboca no Oceano Atlântico, na cidade de Linhares. Também se destacam os rios São Mateus, no Norte do Estado, o Itaúnas, o Itapemirim, o Jucu, o Santa Maria da Vitória, que deságua na Baía de Vitória, e o Itabapoana, que separa o Espírito Santo do Rio de Janeiro.

O município de Linhares possui 69 lagoas que formam o maior complexo lacustre da região Sudeste. A mais famosa delas é a Juparanã, que possui 38 quilômetros de extensão é a maior do Brasil em volume de água doce e a segunda maior em extensão geográfica.

  • Vegetação

A vegetação do Espírito Santo é composta por floresta tropical e vegetação litorânea.

CULTURA

O Espírito Santo é um caldeirão de diversidade cultural. A rica combinação é uma mistura dos costumes e das tradições indígenas, africanas e dos diversos imigrantes (italianos, alemães, pomeranos, libaneses, entre outros) que fixaram residência no Estado. As manifestações culturais são singulares e podem ser observadas através das danças, das festas, do artesanato e dos costumes de cada município.

O congo é o ritmo mais tradicional capixaba, conhecido em todo o Estado. Ele faz referência aos escravos, aos santos de devoção, ao amor e ao mar. Além dele, o ticumbi também é marcante, com sons de violas e pandeiros, e cantorias em versos e rimas em louvor a São Benedito. O Encontro Nacional de Folia de Reis e o Boi Pintadinho, no Carnaval, no município de Muqui, também são duas manifestações culturais tradicionais capixabas.

A panela de barro é a maior representação do artesanato e da cultura capixaba. De origem indígena, é uma tradição passada de mãe para filhas há pelo menos 400 anos. O feitio da panela de barro é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O Espírito Santo também tem um rico patrimônio histórico-cultural. É possível fazer uma viagem entre o passado e o presente nos casarios de Muqui, com mais de duzentas construções tombadas; no Porto de São Mateus; em Santa Leopoldina, que recebeu a visita de D. Pedro II; no Convento da Penha e nas construções do Centro de Vitória.

  • Turismo religioso

O Espírito Santo tem forte vocação para o turismo religioso. Além dos monumentos, manifestações acontecem durante o ano todo e são responsáveis por grande parte da movimentação turística desse segmento no Estado. A maior delas é a Festa da Penha, uma homenagem à padroeira do Estado, que recebe cerca de 1,5 milhão de turistas e visitantes durante oito dias de celebrações que acontecem na Grande Vitória, especialmente no Convento da Penha.

Outra manifestação religiosa muito popular é a Festa de São Benedito, uma tradição comemorada em vários municípios do Estado. Além disso, Os Passos de Anchieta, a festa de Corpus Christi de Castelo e seus tapetes e o Circuito Caminhos da Sabedoria refletem bem essa busca pela fé e pela espiritualidade, sempre tão presentes na história e na cultura do Estado.

Em relação aos monumentos, em Vitória são destaques: a Catedral Metropolitana, construída no século XX em estilo neogótico, com seus vitrais valiosos, e o Santuário-Basílica de Santo Antônio, construído na década de 60 e dotado de três cúpulas, com arquitetura em estilo barroco, sendo uma réplica de um templo italiano do século XVI consagrado à Maria, na cidade italiana de Todi.

Em Vila Velha, fica a Igreja do Rosário, a mais antiga do Brasil em atividade, com sua construção iniciada em 1535, logo após a chegada do donatário, sob a forma de capela. Recebeu naquela época o acréscimo de uma nave maior e o nome de Igreja Santa Catarina, sendo posteriormente denominada de Igreja do Rosário. Ela é um bem tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Outra igreja histórica capixaba é a dos Reis Magos. Localizada em Nova Almeida, em Serra, constitui um dos principais exemplares do patrimônio arquitetônico jesuíta brasileiro, por ser uma das edificações que menos interferências sofreu nos séculos que se seguiram à sua construção. O conjunto arquitetônico é formado por uma praça e fica a 40 metros de altitude em relação ao nível do mar.

Em Anchieta, fica a Igreja Nossa Senhora da Assunção, ou Santuário Nacional de Anchieta. É uma das mais antigas do Brasil e, segundo a tradição, sua construção se deve a São José de Anchieta. Construída no século XVI, foi feita com o trabalho dos índios catequizados.

Outros municípios também têm monumentos de grande importância histórico-religiosa, entre eles: a Igreja Tirol, em Santa Leopoldina, construída em 1898 em estilo neogótico; a Igreja Matriz Nossa Senhora da Penha, no município de Alegre, feita de barro e madeira em 1851; a Igreja Nossa Senhora das Neves, construída em meados do século XVII, na Praia das Neves, em Presidente Kennedy; e a Igreja Nossa Senhora do Amparo, o principal marco histórico do município de Itapemirim, inaugurada em 1885. O Estado abriga ainda o Mosteiro Zen Morro da Vargem, primeiro mosteiro budista da América Latina, localizado no município de Ibiraçu.

– Convento da Penha: O ponto turístico mais visitado do Estado e um dos ícones do Espírito Santo, o Convento da Penha, fica em Vila Velha e é um santuário construído pelos escravos, em 1558, em cima de um grande rochedo. Juntamente com a Igreja Nossa Senhora do Rosário, o Convento faz parte do Sítio Histórico da Prainha, em Vila Velha.

É considerado o principal monumento religioso do Estado e símbolo de devoção a Nossa Senhora da Penha. Segundo a versão popular, o quadro de Nossa Senhora teria sumido da gruta onde o Frei morava, reaparecendo e indicando, assim, o lugar onde deveria ser construído o Convento, no alto de um morro de 154 metros. A edificação da “Ermida das Palmeiras” foi erguida por volta de 1560.

– Passos de Anchieta: A caminhada “Os Passos de Anchieta” é o primeiro roteiro cristão das Américas e resgata o trajeto percorrido pelo Padre José de Anchieta (agora São José de Anchieta) nos seus últimos anos de vida. Durante o feriado de Corpus Christi os andarilhos caminham os 105 quilômetros durante quatro dias para refazer o trajeto do padre. Cerca de 4 mil pessoas participam do evento.

  • Principais manifestações folclóricas do Espírito Santo

– Alardo: Com o nome de Dança de flechas, a expressão folclórica, de intenção religiosa, louva São Sebastião e São João Batista. O grupo se apresenta em terreiro. Em geral, usa-se roupa comum, mas há os que se vestem como índios, com saias de palmito, penachos coloridos, colares de contas e adornos de pena nos braços e tornozelos. O instrumental se assemelha ao de uma pequena banda musical, mas alguns conjuntos adotam apenas os tambores. Cada dançador porta duas flechas que servem para embelezar as evoluções e funcionam como marcadoras de ritmo, acompanhando as batidas de pés.

Boi Pintadinho: No Espírito Santo o grupo de Boi Pintadinho, Bumba-meu-boi ou Boi-janeiro é constituído preferencialmente por homens. Os personagens essenciais são o boi, a mulinha e o puxador de boi (vaqueiro ou toureiro). O boi é construído pelos próprios integrantes, tem como cabeça uma caveira de boi ou sua reprodução em papelão e taquara, revestida com tecido e sempre enfeitada; o corpo, formado por armação de taquara, taquaraçu madeira, é vestido com chitão ou outra fazenda estampada. Em seu interior aloja-se o homem que executa a dança, brinca com a assistência, corre e dá chifrada. A mulinha tem cabeça de papelão e arcada de taquara recoberta de pano, com um oco destinado ao manipulador, visto apenas da cintura para cima; por vezes apresenta lateralmente duas pernas, fingindo as do cavaleiro montado. O puxador, geralmente com roupas de vaqueiro, puxa a corda que conduz o boi e orienta sua movimentação.

– Capoeira: Capoeira, entre outros significados, é “luta” para os angolenses. Por muito tempo essa foi também, no Brasil, sua principal função, usada como defesa do escravo contra o branco que o perseguia. Mais tarde passou a servir de divertimento nas reuniões festivas. Com o tempo, perdeu seu caráter de luta, adquirindo uma técnica sistematizada de jogo, chegando a ser motivo para a criação de academias de capoeira, sendo a primeira delas a do mestre Bimba, fundada em Salvador (BA), em 1932. O conjunto instrumental (berimbau, pandeiros, ganzás, agogôs, adufes, atabaques) acompanha o vocal, possuidor de um repertório próprio de cantigas e/ou emprestado de outras manifestações e conduz o ritmo, apoiando os golpes. Assim como a música, e ginga, os toques e golpes da capoeira são heranças que sobrevivem acrescidas de inovações.

– Banda de Congo: uma das mais importantes manifestações da cultura popular tradicional do Espírito Santo, as Bandas de Congo, tem origem indígena. Porém, a partir do século XIX, foi registrada a participação dos negros nas “bandas de índios” ocorrendo, assim, a apropriação por empréstimo entre o escravo africano e os índios nativos e com o sincretismo passou a ter São Benedito como santo de devoção. É considerada manifestação folclórica por ser um grupo musical de estrutura simplificada, com dançadores e um dirigente (mestre), coreografia própria, sem texto dramático. Outras pessoas podem ser incluídas, podendo participar desta manifestação própria dos capixabas. As Bandas de Congo têm seu ritmo marcado por tambores e pela casaca, instrumento típico. Os tambores marcam o ritmo forte. Quando parados, os congueiros se sentam nos tambores e formam um círculo; quando em movimento, os tambores são dependurados por alças apoiados nos ombros.

– Danças Folclóricas: Os costumes e tradições do povo europeu estão presentes nas montanhas do interior do Espírito Santo nas danças italianas, pomeranas, alemãs, holandesas e polonesas que resistem ao tempo, sendo transmitidas de geração em geração e renovando-se. Elas foram incorporadas à cultura popular capixaba e suas apresentações são demonstrações de pura alegria. Muitas danças exigem pares, outras são executadas em roda, às vezes em fileiras. Embora as danças folclóricas sejam preservadas pela repetição, vão mudando com o tempo, mas os passos básicos e a música são sempre semelhantes ao estilo original.

– Folia de Reis: A Folia de Reis é um festejo de origem portuguesa ligado às comemorações do culto católico do Natal que, trazido para o Brasil, ganhou força no século 19, nas regiões onde a cafeicultura prosperou. A tradição da visitação das casas é feita por grupos organizados, muitos dos quais motivados por propósitos sociais e filantrópicos. Cada grupo é composto por músicos tocando instrumentos, em sua maioria de confecção caseira e artesanal, como tambores, reco-reco, flauta e rabeca (espécie de violino rústico), além da tradicional viola caipira e da sanfona. As canções são sempre sobre temas religiosos, com exceção das tradicionais paradas para jantares, almoços ou repouso dos foliões, onde se realizam animadas festas com cantorias e danças típicas regionais, como catira, moda de viola e cateretê.

– Jongo: O Jongo envolve canto, dança e percussão de tambores. De origem africana, chegou ao Brasil através dos negros escravos. Considerado a raiz mais primitiva do samba, difundiu-se nas regiões cafeicultoras, fato que explica a sua existência quase que exclusiva no sudeste do país. Doze mulheres, vestindo blusa branca, saia e lenço azul na cabeça, são componentes do Jongo. Fazem parte também três homens, que tocam tambores e um reco-reco.

– Pastorinhas: Pastorinhas ou lapinhas são pastoris da noite de Natal, figuras tradicionais em muitos lugares que ainda mantém nossas raízes culturais. Com seus arcos e cestinhas de flores bailam diante do presépio do Deus menino. Com chapéus de palha enfeitado e vestidas com blusas brancas e saias xadrez, ou todas de branco, elas cantam suas melodias alusivas ao evento. Após a missa saem cantando suas marchas de rua acompanhadas do povo católico, fiéis às suas devoções na pureza de seus sentimentos. Nas casas onde há presépios, param e cantam anunciando o nascimento de Jesus – o Salvador do mundo. Licores e biscoitos são servidos pelos donos da casa. Cantando seus agradecimentos se despedem prosseguindo na divina missão de espalhar a boa nova da chegada do esperado Messias.

– Reis de Boi: O Reis de Boi é um auto em homenagem aos Santos Reis. É realizado no ciclo de Natal, prolongando-se até o Dia de São Brás, comemorado em 3 de fevereiro. É dividido em duas partes: uma de louvação aos Santos Reis e outra de teatralização. É a expressão folclórica mais popular da região Norte do Espírito Santo, sendo o boi a principal atração. O vaqueiro conduz bichos apavorantes – componentes do grupo que usam máscaras de lobos, fantasmas, lobisomens, cavalos-marinhos e outras que fazem parte da memória coletiva. Assim que a bicharada entra em cena, as crianças fogem assustadas e ao mesmo tempo fascinadas. Esse misto de medo e fascínio garante a popularidade da celebração. Com um bastão é entoada a marcha que rege o sapateado do vaqueiro, que usa roupa velha com paletó pelo avesso, bolso de fora e máscara. Após a exibição, ele para, ofegante, e discursa, contando de onde vem e relatando acontecimentos que todos sabem, de forma satírica. Canta-se, então, a chamada do boi, que entra em cena dançando, fazendo graça, dando voltas e chifradas. Em alguns grupos, terminada a cantoria, ocorre a morte e ressurreição do boi. Assim que estrela da festa cai no chão o sanfoneiro puxa a música para que seja feita a divisão do boi. Um coro canta um refrão a cada pedaço vendido.

– Ticumbi: O Ticumbi é um folguedo existente no Norte do Espírito Santo há mais de 200 anos. A cada ano os grupos elegem um tema, representado em seus cânticos, bailados e evoluções. Os passos da brincadeira são coreografados. A dramatização do auto é simples: o “Reis de Congo” e o “Reis de Bamba”, duas majestades negras, querem fazer, separadamente, a festa de São Benedito. Há embaixadas de parte a parte, com desafios atrevidos declamados pelos “Secretários” que desempenham o papel de embaixadores. Por não ser possível qualquer acordo ou conciliação, trava-se a guerra – agitada luta bailada entre os dois rivais. Como é tradição, o “Reis de Congo” consagra-se vencedor, submetendo o “Reis de Bamba” e seus vassalos ao batismo. O auto termina com a festa em homenagem a São Benedito, quando, então, os componentes cantam e dançam o Ticumbi. Para apresentar o Ticumbi, o grupo se veste a caráter. Os integrantes usam longas batas brancas e rendadas, com traspasse de fitas coloridas e calças compridas brancas com friso lateral vermelho. A cabeça é coberta por um lenço branco, um vistoso capacete enfeitado de flores de papel de seda e fitas longas de várias cores. Os reis usam coroas de papelão, ricamente ornamentadas com papel dourado ou prateado, peitoral vistoso com espelhinhos e flores de papel brilhante, capa comprida, e, na mão ou na cinta, longa espada. O ritmo das encenações é regido por pandeiros e chocalhos de lata, chamados de “ganzás” ou “canzás”. A viola dá o tom no momento em que os guerreiros cantam.

ARTESANATO

O artesanato tradicional capixaba é feito de diversas expressões e referências históricas, culturais e regionais, que são materializados de forma original e criativa pelas mãos do povo capixaba. A origem é herança artística de várias etnias que habitaram o Espírito Santo como, primeiramente, a indígena, em seguida colonizadores portugueses e negros africanos e, mais tarde, imigrantes europeus.

Os produtos artesanais feitos no Espírito Santo se transformam com costumes, histórias e cultura de cada região e também tem função econômica e social, sendo fonte de renda de muitas famílias de artesãos. A diversidade da produção vai de objetos feitos em argila e barro, instrumentos musicais, os feitos de conchas, pedras, até traçados em fibra vegetal, esculturas em madeira e a renda, e forma um mundo de produtos desde os mais funcionais aos decorativos.

  • Artesanato de Conchas

O Espírito Santo tem cerca de 410 quilômetros de costa, e os artesãos das cidades e vilas litorâneas desenvolveram o artesanato de conchas, abundante nas praias capixabas. As conchas viram arte nas mãos dos capixabas, a exemplo os colares, petisqueiras, cinzeiros, cortinas, molduras, acessórios, souvenirs, entre outros, produzidos principalmente em Piúma, responsável pela maior parte da produção de artesanatos em conchas do Brasil.

  • Artesanato em Escamas de Peixe

Vem das águas do mar outra matéria-prima usada para artesanato que se instalou em terras capixabas: as escamas de peixe. Vinda de Portugal, a prática exige cuidado e capricho para quem executa a obra, além de ser um processo demorado, pois consiste em várias etapas até que se chegue ao produto final. De aparência delicada, é extremamente resistente e de grande durabilidade.

  • Artesanato Indígena

A tradição da arte ceramista tem origem indígena no Espírito Santo, principalmente de três tribos: Tupi-guaranis, Aratus e Unas. A matéria-prima, argila, é encontrada em todo o Estado, sendo bastante utilizada para o artesanato de cerâmica vermelha, principalmente no Norte capixaba. As peças são elaboradas com um torno de madeira, e o barro permite a criação das mais variadas peças, com diversas técnicas, para produtos de fim decorativo ou utilitário.

E foi através dessa arte que surgiu o ícone mais conhecido do artesanato capixaba: a panela de barro. Esta se distingue da cerâmica vermelha, pois o produto final tem uma cor negra, resultado do processo de confecção e queima. O barro utilizado, a tabatinga, é extraído dos mangues da região de Vitória, que toma forma de diferentes produtos, como caldeirões, frigideiras e panelas. Depois de modeladas, as panelas passam pela secagem à sombra, são raspadas, polidas e queimadas em uma fogueira. Depois da queima, são molhadas por um líquido chamado de mangue vermelho, rico em tanino, que ajuda na tonalidade escura e resistência.

A panela de barro tem o casamento perfeito com o prato mais famoso da culinária espírito-santense: a moqueca capixaba, preparada, no Estado, exclusivamente nela. Esse artesanato tradicional pode ser encontrado em todo o Espírito Santo, especialmente em Vitória, onde existe um espaço exclusivo para as paneleiras, que passam a tradição de confeccionar as panelas artesanalmente através das gerações.

Outras técnicas indígenas são o traçado com fibras vegetais, utilizadas para fazer produtos como cestas, e a montagem com sementes, principalmente para confecção de acessórios. Esse tipo de arte pode ser encontrada em todo o Estado, especialmente nas aldeias na cidade de Aracruz.

  • Artesanato em Madeira

Artesanato feito em madeira pode ser encontrado em todo o Estado, com as mais diferentes técnicas, referências e finalidades. A arte de entalhar em madeira surpreende com as esculturas feitas pelos artesões, que vão desde miniaturas e utensílios domésticos até grandes objetos de decoração vindos da imaginação do artista.

Outro tipo de arte em madeira com forte expressão no Espírito Santo é a liuteria. A técnica se destaca pelo alto nível de precisão e sutil execução na confecção de instrumentos musicais de cordas, como violino, violoncelo, viola, contrabaixo, violões e os ukulelês. O município de João Neiva tem grande produção de artesanato de liuteria.

Cachoeiro de Itapemirim também é referência nesse tipo de arte no Estado. Os pios de aves são uma marca da cidade e a fábrica, fundada em 1903, é a única na América Latina. Os pios são esculpidos artesanalmente e, em 36 modelos, reproduzem o som de inúmeras aves.

O instrumento musical mais famoso da cultura capixaba, a casaca, também é fruto do artesanato local. Talhada em madeira, os artesãos esculpem uma cabeça humana no topo, sendo o corpo de onde se tira o som, e o pescoço o local para segurar o instrumento. O som sai do atrito ao correr a vareta pelos talhos feitos na parte do corpo. A casaca está presente na maioria das bandas de congo, especialmente em Serra e Vila Velha, e reflete a influência africana na música e no congo capixaba.

  • Artesanato em Tecido

Várias técnicas e influências fazem parte do artesanato capixaba em tecido ou fios. Esse tipo de arte pode ser encontrado em todas as cidades capixabas, de diversas formas. Técnicas como crochê, brolha, macramê, tricô, renda, bordado, ponto cruz, fuxico, entre outras, viram tolhas, tapetes, mantas e roupas.

BELEZAS NATURAIS

O Espírito Santo possui múltiplas riquezas naturais de norte a sul de seu território. As opções variam de mar à montanha, das águas turvas dos manguezais às águas cristalinas das lagoas, de serras antigas cobertas por matas inexploradas a pontões rochosos, entre outros vários chamarizes que, em cada região do Estado, possuem características paisagísticas singulares que dão ao turista vastas possibilidades de apreciar e interagir com a natureza.

  • Litoral

Com cerca de 410 quilômetros de extensão, o litoral do Espírito Santo tem os mais diversos tipos de praia, com dunas, desertas, semidesertas, com enseadas, com águas mornas e cristalinas e também com areia monazítica, muito utilizada para o uso medicinal.

A região metropolitana abriga praias como Guarapari, Curva da Jurema, Camburi, da Costa, Itapoã, Coqueiral de Itaparica, Jacaraípe e Manguinhos. Já a capital do Espírito Santo, Vitória, possui 105 quilômetros de praias.

Ao Sul do Estado, destacam-se as praias de Piúma, Iriri, Marataízes e Itapemirim. Ao Norte, as praias de Regência, Barra do Sahy, Pontal do Ipiranga, Coqueiral, dos Padres, Guriri, Itaúnas e Riacho Doce são algumas das mais procuradas.

No município de Serra, as praias preservam características bucólicas, como Manguinhos e Carapebus, imperdíveis. Famosas pela pureza das águas e pela vasta biodiversidade, as praias da cidade de Guarapari, no Sul do Estado, são indicadas para o mergulho esportivo. Além da vida marinha, vale observar os pontos de naufrágios.

A cidade de Aracruz é famosa por ter enseadas que formam praias paradisíacas e cristalinas. O local é conhecido como caribe capixaba. Lá também ficam as Reservas Ecológicas dos Manguezais Piraquê-Açu e Piraquê-Mirim, no distrito de Santa Cruz. Em Conceição da Barra, no Norte do Estado, ficam as deslumbrantes Dunas de Itaúnas, que ficam de frente para o mar de águas mornas. A praia de Itaúnas completa o complexo turístico da Vila de Itaúnas, que vai das dunas até os aspectos de sua cultura popular e da política de preservação da fauna e da flora pelo Parque Estadual de Itaúnas.

  • Cachoeira

– Domingos Martins: Destaque para a Cascata do Galo que, com 70 metros de queda d’água, é ideal para a prática do rapel.

Santa Leopoldina: A Cachoeira do Véu da Noiva tem queda de 100 metros e chama a atenção dos visitantes. Já na Cachoeira da Fumaça a água escoa por paredões de rochas em declives bem acentuados. Possui piscinas naturais, corredeiras com pedras esculturais e os lençóis de pedra. Belíssimas corredeiras e cachoeiras do Rio Santa Maria da Vitória completam a exuberante paisagem.

– Cachoeiro de Itapemirim: A Cachoeira Alta, com suas águas puras e cristalinas, perfeitas para banho e contemplação, esconde em seu interior, por trás das rochas, fendas onde habitam milhares de andorinhas pretas que, quando saem em revoada, produzem ruído que se confunde com o barulho das águas. A queda tem 100 metros.

– Viana: O Vale das Cachoeiras possui uma sequência de cachoeiras lindas e ótimas para banho, uma após a outra. Destaque para a Cachoeira Piapitangui, que tem um grande poço e com águas que descem por pedras bem inclinadas, e para a Cachoeira do Aloísio, que fica no fundo de um pequeno vale, com um poço raso.

– Guarapari: A Cachoeira do Turco, no distrito de Buenos Aires, é cercada de muito verde. No caminho até o local pode-se observar lindas paisagens.

– Alfredo Chaves: O principal atrativo do distrito de Matilde é a Cachoeira Engenheiro Reeve, conhecida por Cachoeira de Matilde, com 70 metros de queda. Também exuberante é a Cachoeira Vovó Lúcia, com duas quedas d’água, onde o viajante pode se aventurar em 60 metros de descida.

– Alegre: A Cachoeira da Fumaça é uma das mais famosas do Estado. Os seus imponentes 144 metros de queda d’água aliados às trilhas de fácil acesso por áreas preservadas de Mata Atlântica encantam os visitantes. Fica dentro do Parque Estadual Cachoeira da Fumaça.

– Iúna: O município tem diversas cachoeiras: Rio Claro, Braz, dos Jesuítas, Chiador, São João do Príncipe, Recanto do Príncipe, Poço das Antas e o conjunto de Cachoeiras Hidrolândia. Destaque para as piscinas naturais de águas cristalinas que elas formam.

– Divino São Lourenço: A cidade possui mais de 15 cachoeiras, como a Bonita, da Mangueira, das Andorinhas, do Portal do Céu, do Granito, Alta e do Lajedão.

  • Lagoas

– Marataízes: O município possui variedade de belezas naturais, como praias, lagoas, ilhas, mangues e falésias. Destaque para a Lagoa do Siri, separada do mar por uma pequena faixa de areia, sendo um dos lugares mais frequentados da cidade, com águas calmas e diversos coqueiros enfeitando a paisagem.

– Linhares: O verde da Mata Atlântica se mistura com o azul-esverdeado das lagoas do município. Conhecida como o Paraíso das Águas, Linhares possui 69 lagoas que formam o maior complexo lacustre da América Latina. A mais famosa delas é a Juparanã, que possui 38 quilômetros de extensão é a maior do Brasil em volume de água doce e a segunda maior em extensão geográfica.

– Mucurici: O Balneário de Mucurici, localizado no extremo Norte do Estado, tem área de lazer com calçadão, quadras esportivas, local para eventos, bares e uma bela lagoa para os visitantes se refrescarem.

– Anchieta e Itapemirim: As lagoas Mãe Bá e Sete Pontas são as mais procuradas e contam com núcleos de produção de artesanato da região.

  • Pedras e rochas

Às margens da BR 101, na cidade de Itapemirim, ficam o Frade e a Freira, duas montanhas rochosas cujo formato remete a um frade e uma freira. Seu ponto mais alto tem 683 metros de altitude.

O município de Pancas, localizado no Noroeste do Estado, com suas formações rochosas irregulares, propicia a prática de esportes de aventura. Destaque para a Pedra do Camelo e a Pedra Agulha.

Entre as cidades de Itaguaçu e Laranja da Terra fica uma das mais belas formações rochosas do Espírito Santo: a Pedra dos Cinco Pontões. A ponta mais alta da pedra atinge 500 metros de altitude e cada uma das cinco possui pelo menos uma via de acesso.

O Monte Aghá fica localizado no município de Itapemirim, possui cerca de 340 metros de altitude e é usado como marco para navegação em todo o litoral Sul do Estado.

O Parque Municipal da Fonte Grande, situado no Maciço Central da Ilha de Vitória, contrasta com a agitação da metrópole e é um convite para quem deseja relaxar apreciando a natureza. Na capital, o parque é a última área contígua de grande porte com vegetação característica de encostas da Mata Atlântica.

O Morro do Moreno, em Vila Velha, tem 274 metros de altura e fica na entrada da Baía de Vitória, ao lado da Terceira Ponte. O local é cheio de trilha em meio à agitação da cidade.

O maciço da Pedra Azul, em Domingos Martins, tem seu pico de 1.822 metros de altitude. É também conhecida como a Pedra do Lagarto, devido a uma saliência em forma de um animal que parece subir por sua encosta. Aos fundos, na mesma formação rochosa de granito e gnaisse, avista-se a Pedra das Flores, com 1.909 metros de altura.

  • Parques Estaduais e Nacionais

– Parque Estadual Pedra Azul (Pepaz): Localizado no município de Domingos Martins, é uma reserva natural que compreende várias trilhas, fauna e flora bastante diversificadas. Os maiores atrativos do parque são as formações rochosas, destacando-se a Pedra do Lagarto unida à Pedra Azul e à Pedra das Flores.

– Parque Estadual Itaúnas (PEI): Tombado pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade, tem 25 quilômetros de praia, englobando diversos ecossistemas – como Mata Atlântica, rio, praia, manguezal, restinga, alagados e dunas – e espécies ameaçadas de extinção.

– Parque Estadual Paulo César Vinha (PEPCV): Possui uma grande diversidade de ambientes em sua área, como lagoas, dunas e planícies alagadas e inúmeras formações vegetais. O parque fica em frente ao mar e é famoso por ter uma lagoa ao lado da praia, com coloração escura e águas quentes, chamada de Lagoa de Caraís.

– Parque Estadual Cachoeira da Fumaça (PECF): Localizado na cidade de Alegre, o parque, em meio a muito verde, tem o Rio Braço Norte Direito, que contribui com a beleza cênica do local, através da Cachoeira da Fumaça com seus 140 metros de queda d’água.

– Parque Estadual do Forno Grande (PEFG): O parque tem o segundo maior ponto culminante do Estado do Espírito Santo, o Pico do Forno Grande, com 2.039 metros, além de quedas d’água e trilhas. Localizado em Castelo, o lugar é de especial riqueza biológica.

– Parque Estadual de Mata das Flores (PEMF): Este remanescente florestal localizado em Castelo propicia a formação de um corredor ecológico desde suas terras até os domínios dos Parques Estaduais de Forno Grande e de Pedra Azul.

– Parque Nacional do Caparaó: Local onde se encontra um dos grandes patrimônios naturais do Brasil: o Parque Nacional do Caparaó, que abriga o Pico da Bandeira, terceiro mais alto do país, com 2.890 metros de altitude. A portaria oficial do lado capixaba do parque está situada no município de Dores do Rio Preto. Além das trilhas, os visitantes podem se deliciar com banhos em cachoeira e piscinas naturais, observar deslumbrantes visuais da Serra do Caparaó e região, com belos espetáculos no alvorecer e no pôr do sol.

IMIGRAÇÃO

O Brasil, em particular, precisava de braços para movimentar suas riquezas, uma vez que seu sistema de produção escravista começava a definhar. A proibição do tráfego de escravos a partir de 1850, na opinião dos proprietários de terras, gerou escassez de mão de obra, o que poderia prejudicar a economia.

A partir da chegada dos imigrantes, no século XIX, o Espírito Santo ganhou nova configuração geográfica. As barreiras naturais apresentadas, principalmente pela Mata Atlântica, foram rompidas e o interior, sobretudo o Norte do Estado, até então intocado, recebeu novos habitantes.

O Espírito Santo recebeu imigrantes de diversas regiões da Europa, principalmente da Alemanha e da Itália que, junto com os portugueses, africanos e indígenas aqui residentes, imprimiram os traços principais da cultura capixaba. Igrejas, casarios e calçamentos guardam ainda marcas das influências desses povos.

Municípios como Santa Teresa, Domingos Martins, Santa Maria de Jetibá, Venda Nova do Imigrante e Marechal Floriano possuem fortes traços da herança dos imigrantes europeus. Também os sítios históricos de Muqui, Santa Leopoldina, Mimoso do Sul, Porto de São Mateus e Vitória são parte viva da história capixaba.

REGIÕES TURÍSTICAS

O Espírito Santo está dividido em dez Regiões Turísticas que, ricas em diversidade, unem lazer, negócios, eventos, gastronomia, cultura, história e belezas naturais. A combinação distinta do mar com as montanhas, o contraste entre tradição e modernidade, agitação e tranquilidade, esportes e eventos culturais entrelaçam um roteiro imperdível e cheio de aventura, descobertas e muita diversão.

As peculiaridades de cada município são reveladas através das belas praias, cachoeiras incríveis, culinária diversificada, entretenimento e, principalmente, dos diferentes tipos de clima. Em 40 minutos é possível sair do clima quente das praias e da autêntica moqueca capixaba, para apreciar o aconchego das montanhas com direito a pratos alemães e italianos e um bom vinho.

A tudo isso pode-se acrescentar atrações das mais variadas, como esportes radicais (rafting, rapel e voo livre); ecoturismo; agroturismo; turismo náutico; festas religiosas, culturais e musicais; e o patrimônio histórico-cultural capixaba.

  • Região Metropolitana

Composta por seis municípios, a Região Metropolitana possui uma variedade turística que atrai os mais diversos gostos, passando pelo agito da cidade aos refúgios do campo. Praias, gastronomia, turismo religioso, folclore, patrimônio histórico, teatros, museus, turismo de aventura, ecoturismo, parques, eventos, pesca marítima esportiva, agroturismo, badalação e a riqueza musical capixaba fazem parte das opções de turismo, negócios e lazer na região. Além disso, o roteiro contempla o maior aeroporto do Estado, ampla rede hoteleira e centros de convenções para eventos de negócios.

Municípios: Cariacica, Guarapari, Serra, Viana, Vila Velha e Vitória.

  • Região das Montanhas Capixabas

A Região das Montanhas Capixabas é composta por oito municípios que tem forte influência europeia. Os descendentes mantêm as tradições alemãs, italianas, austríacas, pomeranas e polonesas herdadas dos imigrantes. Suas belezas naturais e clima ameno dão um charme especial ao local. Com sua cultura, história, música, danças, gastronomia, festas típicas, agroturismo e hospitalidade, as cidades e os moradores encantam os visitantes. Durante o inverno é a região mais procurada do Estado.

Municípios: Afonso Cláudio, Brejetuba, Castelo, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Marechal Floriano, Vargem Alta e Venda Nova do Imigrante.

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  • Região dos Imigrantes

Montanhas, rios, cachoeiras, história e cultura são alguns dos atrativos turísticos das oito cidades da Região dos Imigrantes, colonizadas por europeus e onde seus descendentes agora vivem e preservam suas tradições. Destaca-se o cultivo de uvas, maçãs e morangos, com a agricultura familiar, por meio de sítios abertos à visitação, inclusive com possibilidade de colheita pelos próprios visitantes. É destaque ainda o agroturismo, o ecoturismo, os esportes de aventura, a gastronomia, o entretenimento e as festas típicas de origem europeia que celebram as tradições imigrantes.

Municípios: Ibiraçu, Itaguaçu, Itarana, João Neiva, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa e São Roque do Canaã.

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  • Região do Caparaó

Ideal para a prática do turismo de aventura, do ecoturismo e do agroturismo, a Região do Caparaó é formada por onze municípios que ficam no entorno do Parque Nacional do Caparaó. A região tem parte da Serra do Mar e da Mantiqueira, o Pico da Bandeira, terceiro mais alto do Brasil, e o Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça. O Parque Nacional e seu entorno encantam por suas belezas naturais, bucolismo, misticismo, gastronomia, cultura e história.

Municípios: Alegre, Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Guaçuí, Ibatiba, Ibitirama, Iúna, Irupi, Jerônimo Monteiro, Muniz Freire e São José do Calçado.

  • Região do Verde e das Águas

Composta por seis municípios, a Região do Verde e das Águas fica no litoral norte capixaba. Possui riquezas naturais e culturais que convidam o turista a descobrir a história e vivenciar o bucolismo das inúmeras e belas praias, dos rios e lagos, e, em alguns pontos, do encontro dos dois. A região contém o maior complexo lacustre do Sudeste brasileiro, dunas em frente ao mar e também abriga reservas das tribos Tupiniquins e Guarani, além de reservas biológicas.

Municípios: Aracruz, Conceição da Barra, Jaguaré, Linhares, Rio Bananal e São Mateus.

  • Região Doce Pontões Capixabas

Composta por sete municípios, oferece diversas opções de turismo, como aventura, ecoturismo, rural, religioso, cultural, gastronômico e de negócios e eventos. O turismo de negócios é o mais forte da Região, devido às potencialidades econômicas concentradas nos mercados de mármore e granito, confecções e vestuário e produção rural diversificada. As belezas naturais e os atrativos, principalmente religiosos, se destacam na região.

Municípios: Baixo Guandu, Colatina, Governador Lindenberg, Mantenópolis, Marilândia, Pancas e São Domingos do Norte.

  • Região Doce Terra Morena

Formada por quatro municípios, fica no extremo Norte do Estado. A Região é rica em belezas naturais e culturais e recebeu esse nome devido sua forte produção de frutas (Doce), suas terras planas e férteis (Terra), sua brasilidade e, principalmente, por sua deliciosa carne de sol (Morena), considerada a melhor do Estado. Possui rios e cachoeiras que proporcionam prática da pesca e do turismo de aventura, como o rafting. O agroturismo, o artesanato e a agricultura familiar são as principais atividades da região.

Municípios: Montanha, Mucurici, Pinheiros e Ponto Belo.

  • Região dos Vales e do Café

Esta é uma região turística privilegiada, composta por quatro cidades, que reúnem lazer, belezas naturais, cultura e bons negócios. Lá fica o principal polo do Brasil no setor de mármore e granito. Além disso, possui patrimônio histórico com palácios espalhados pelas cidades, alguns deles tombados. Também destacam-se os casarios que retratam a cultura da época colonial e resgatam os costumes e tradições dos povos libaneses, italianos e portugueses, bem como uma rica história que teve começo na produção e exportação de café no período colonial. Tudo isso cercado por montanhas, vales e paisagens de tirar o fôlego.

Municípios: Atílio Vivácqua, Cachoeiro de Itapemirim, Mimoso do Sul e Muqui.

  • Região da Costa e da Imigração

De um lado, lindas praias, algumas semidesertas e com falésias, ideal para a prática da tirolesa. De outro, belas cachoeiras que são um convite para esportes radicais, como rapel e rafting, além de rampas para voo livre e trilhas. A Região, que fica no litoral sul capixaba, é formada por seis municípios que, além de riquezas naturais, têm a influência dos imigrantes europeus, e seus pontos fortes são o artesanato, a cultura, a dança, a história, a música nas festas típicas e os animados blocos de Carnaval.

Municípios: Alfredo Chaves, Anchieta, Iconha, Itapemirim, Marataízes e Presidente Kennedy.

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  • Região das Pedras Pão e Mel

Formada por quatro cidades ao extremo noroeste do Estado, a Região tem força no ramo de mármore e granito. Possui atrativos diversos, como artesanato, patrimônio histórico e cultural, cachoeiras, agroturismo, ecoturismo e festas típicas. Na gastronomia, a carne de sol é o destaque.

Municípios: Ecoporanga, Nova Venécia, São Gabriel da Palha e Vila Pavão.

DESTINOS

Conheça as histórias, as curiosidades e os atrativos turísticos do Espírito Santo. São 64 destinos de norte a sul do Estado com as mais diversas opções de roteiros e viagens, que surpreendem a cada descoberta!

SEGMENTOS

  • Agroturismo

Ar puro, paisagens bucólicas, cavalos, leite de vaca fresco, banho de rio, trilhas no mato, som de pássaros, comida caseira e, sobretudo, o dolce far niente. Nos últimos anos, o turismo rural, ou agroturismo, tem se fortalecido como atividade econômica e alternativa de lazer e, cada vez mais, sem perder suas características essenciais, vem acompanhado de requintes da receptividade profissional.

Gente alegre e de sangue festeiro encontrou no agroturismo uma maneira de guardar sua cultura e viver no campo. O agroturismo surgiu como forma de agregar valor ao trabalho do homem do campo e fixá-lo na sua terra. Dessa forma, agricultores/proprietários objetivam transmitir seu modo de vida aos habitantes do meio urbano.

Ao todo, no Espírito Santo, há 31 circuitos que envolvem o agroturismo. As propriedades são encontradas tanto na Grande Vitória como no interior e oferecem uma excelente oportunidade para se conhecer e vivenciar a rotina dos moradores do campo e as belezas naturais da geografia capixaba.

Hoje, o interesse não é apenas comprar o produto, mas conhecer seu processo de fabricação, ver as vacas no curral, o leite sendo resfriado, o queijo curtindo na câmara fria, o moinho de pedra fazendo fubá, o café secando no terreiro. De repente, tudo virou atração, com as portas e as porteiras sendo definitivamente abertas. De maneira espontânea, emana do cerne da comunidade essa nova modalidade de turismo, que se expandiu por várias regiões do Espírito Santo.

A forma de trabalhar o agroturismo no Espírito Santo é única e específica no mundo das experiências de turismo rural. O trabalho é familiar e voltado para a agricultura, faz da roça um atrativo e, além de produzir, transforma os produtos, agregando valores e os comercializando, gerando maior renda e criando oportunidades de emprego no campo. Tudo isso aliado às belezas naturais, à preservação do meio ambiente, aos costumes e à cultura que mantém a tradição herdada dos antepassados.

O agroturismo do Espírito Santo oferece uma grande variedade de produtos: geleias, doces, biscoitos, pães, café, fubá, socol, leite, queijo, ricota, iogurte, vinhos, licores, cachaças, artesanato e bordados.

– Agroturismo na Região das Montanhas Capixabas

O turismo rural capixba oferece serviços de qualidade e valoriza e respeita o meio ambiente e a cultural local. O contato do turista com a vida no campo traz saúde e educação ambiental e é fonte de renda e de prazeres gastronômicos.

A Região das Montanhas Capixabas é referência nacional no desenvolvimento do agroturismo, destacando-se o município de Venda Nova do Imigrante, premiado pelo Ministério do Turismo devido seu pioneirismo no setor, em 2006, quando recebeu o título de Capital Nacional do Agroturismo.

O agroturismo das montanhas capixabas oferece infraestrutura com casas de chá e café colonial, trilhas ecológicas e passeios a cavalo. Além do contato com o campo e o acesso a produtos caseiros, o visitante pode participar de colheitas e presenciar o processamento dos produtos, revivendo a tradição dos imigrantes.

No passado, as dificuldades de comunicação e transporte fizeram com que os italianos fabricassem vários produtos em casa, como queijo, pães, vinhos, biscoitos, doces, massas, aguardentes e moinho para milho e café. No final da década de 1980, a situação para as famílias descendentes de italianos de Venda Nova não era muito promissora. As principais possibilidades eram ir para a cidade ou continuar no campo sem grandes perspectivas de crescimento. O agroturismo, portanto, foi um grande motivador para o desenvolvimento da região.

Venda Nova do Imigrante: Conhecida como a Capital Nacional do Agroturismo, oferece aos seus visitantes a opção de vivenciar o cotidiano da vida rural. As propriedades, algumas abertas à visitação, produzem queijos, licores, cachaça, socol e café.

Domingos Martins: O município de colonização alemã é tradicionalmente um dos lugares mais desejados do Estado. Contando com excelente infraestrutura, propriedades como casas de chá e cafés coloniais, o visitante pode ter contato com o campo e o acesso a produtos caseiros, bem como participar de colheitas e presenciar o processamento dos produtos, revivendo a tradição dos imigrantes.

Serra: O município da Região Metropolitana da Grande Vitória tem, aos pés do Mestre Álvaro, suas principais propriedades de agroturismo. As paisagens bucólicas agregadas a empreendimentos aconchegantes são uma ótima opção de lazer, principalmente para crianças. Além dos tradicionais produtos da culinária, como café, pães e biscoitos, o visitante ainda pode se divertir com minifazendas e passeios a cavalo.

Viana: Mesmo fazendo parte da Região Metropolitana, mantém ares do interior. O município recebeu imigrantes portugueses, italianos, alemães, negros, além dos indígenas que já habitavam a região. O agroturismo e o turismo rural têm destaque. E para quem quer atividade intensa, é possível praticar esportes radicais como trekking, voo livre, trilhas, motocross e curtir as belezas naturais que a cidade oferece.

Dores do Rio Preto: Onde se localiza o acesso capixaba ao Parque Nacional do Caparaó, bem como à comunidade de Pedra Menina. As áreas para camping, estruturadas e com uma vista panorâmica de todo o vale do Rio Caparaó, são excelentes para os visitantes, sem contar as ótimas pousadas e hospedagens “Cama & Café” disponíveis na região, que primam pelo aconchego.

  • Aventura

Para aqueles que amam aventuras, o Espírito Santo, com características físicas e geológicas próprias para esse tipo de turismo, é um ótimo destino. Cachoeiras, montanhas, rios e temperatura amena facilitam a prática de esportes radicais em terras capixabas, como voo livre, esportes náuticos, rafting e montanhismo.

As cidades de Afonso Cláudio e Castelo são pontos turísticos importantes da região serrana, possuindo riquezas naturais que atraem principalmente os praticantes de voo livre de parapente em suas rampas com visual único e maravilhoso.

Para a prática de trekking, escaladas e mountain bike, o destino ideal é o Parque Municipal do Itabira, no município de Cachoeiro de Itapemirim. Já a cidade de Domingos Martins é o endereço certo para quem quer fazer rafting e boiacross no Rio Jucu. As trilhas do Parque Estadual da Pedra Azul são imperdíveis, e também é lá que se pode desfrutar de uma cavalgada até suas piscinas naturais.

As praias da Região Metropolitana são cenários ideais para a prática do kitesurf, surf, vela, hobie cat, bodyboarding, enquanto no extenso manguezal da capital, Vitória, a pedida é se divertir com o wakeboarding. Famosas pela pureza das águas e diversidade de espécies, as praias da cidade de Guarapari, no Sul do Estado, são indicadas para o mergulho esportivo. Além da vida marinha, vale observar os pontos de naufrágios. Entre as ilhas Rasas e Escalvada estão os restos do navio Victory 8-B, afundado de forma controlada para servir de recife artificial.

– Desafiando a Gravidade

As inúmeras cachoeiras do Estado são muito procuradas para a prática de rapel, proporcionando ao aventureiro contato com a natureza, belas paisagens e o frescor das águas.

A Cachoeira Alta, em Cachoeiro de Itapemirim, tem queda de 90 metros e encanta os corajosos. Como chegar: saindo de Cachoeiro, pegar a ES 482 que leva até Jerônimo Monteiro, depois seguir pela ES 166. No Km 6 estará a entrada para a comunidade de São Vicente. São 15 quilômetros da ES 166 até São Vicente.

Outra cachoeira exuberante para a prática de esportes é a da Vovó Lúcia, em Alfredo Chaves. Com duas quedas d’água, o viajante pode se aventurar em 60 metros de descida. Como chegar: vá pela BR 101, em seguida pela ES 146 até Alfredo Chaves. Depois, basta seguir para a localidade de Ibitiruí, 16 quilômetros da sede de Alfredo Chaves.

A descida de 50 metros no Morro do Moreno, em Vila Velha, é recomendada para quem nunca fez rapel. Por ser tranquila, proporciona uma paisagem espetacular que inclui a visão de vários pontos turísticos da Grande Vitória, como o Convento da Penha, a Terceira Ponte, o Mestre Álvaro e a Baía de Vitória. Como chegar: o acesso é feito pela Rua Desembargador Augusto Botelho (Rua de retorno para o Centro de Vila Velha). Entre na João Joaquim da Mota e siga até o final. À direita, entre na Rua Xavantes. Subida a pé ou de carro 4×4.

No Sul do Espírito Santo, outro ponto turístico famoso e muito procurado por montanhistas é a pedra do Frade e a Freira, em Itapemirim. Sua escalada e descida de 683 metros desafia até os mais corajosos. Como chegar: acesso no Km 400, da BR 101 Sul.

O município de Pancas é o destino apropriado para quem busca aventura. Localizado na região turística Doce Pontões Capixabas, no Noroeste do Estado, com suas formações rochosas irregulares, propicia a prática de rapel, montanhismo e outros esportes. Também em Pancas, encontra-se a Rampa de Voo Livre “Clementino Izoton” que, com seus 658 metros de altitude, é considerada uma das melhores para a prática da modalidade no país. Como chegar: saindo de Colatina, seguir pela Rodovia do Café (ES 341) até a cidade de Pancas, em direção ao distrito de Alto Mutum, 14 quilômetros depois. Acesso preferencialmente de carro. Existe a possibilidade de se chegar a pé, entretanto não se recomenda devido à dificuldade.

Entre as cidades de Itaguaçu e Laranja da Terra fica uma das mais belas formações rochosas do Espírito Santo: a Pedra dos Cinco Pontões. Sua ponta mais alta atinge 500 metros de altitude e cada uma das cinco possui pelo menos uma via de acesso. Rapel, base jump, escalada, trilha e ciclismo são algumas das modalidades praticadas no local.

– Adrenalina no ar

Considerada uma das melhores rampas de voo livre do mundo, com 902 metros de altitude, a Rampa de Ubá fica a 28 quilômetros de Castelo, município no Sul do Estado, e atrai esportistas do mundo todo em busca de novos desafios.
Como chegar: saindo de Vitória pela BR 262, na altura de Venda Nova do Imigrante seguir pela ES 166. Em Castelo, pegar a Estrada de Prata.

Já a nove quilômetros de Alfredo Chaves, no Distrito de Cachoeira Alta, se localiza outra rampa de voo livre, imponente pelos seus 450 metros de altitude e natureza exuberante. Como chegar: saindo de Vitória pela BR 101, a entrada para o distrito se localiza a três quilômetros do centro da cidade na BR-101, sentido Vitória. Pegue a estrada de chão à esquerda, e siga sinalização que lhe guiará ao destino.

Em Baixo Guandu fica a Rampa do Monjolo, com 720 metros de altitude, ideal para voos simultâneos.
Como chegar: saindo de Vitória, seguir pela BR 101 norte e na altura de João Neiva pegar a BR 259 em direção a Minas Gerais. A rampa fica a 20 quilômetros do município. Pegue a saída da cidade de Baixo Guandu, sentido Itaguaçu, sendo que a partir do trevo de acesso serão 12 quilômetros de asfalto, e entrando na bifurcação, no ponto de ônibus, mais oito quilômetros de terra. O acesso à rampa é sinalizado com placas.

– Em meio ao verde

No Sul do Estado, encontramos um dos grandes patrimônios naturais do Brasil: o Parque Nacional do Caparaó, que abriga o Pico da Bandeira, terceiro mais alto do país, com 2.890 metros de altitude. A portaria oficial do parque está situada no município de Dores do Rio Preto. Lá, o trekking é umas das atividades mais realizadas pelos amantes de aventuras. Como chegar: siga pela BR 262 em direção a Minas Gerais.

  • Ecoturismo

O Espírito Santo possui múltiplas riquezas naturais de norte a sul de seu território. As opções variam de mar à montanha, das águas turvas dos manguezais às cristalinas das lagoas, de serras antigas cobertas por matas inexploradas a pontões rochosos, entre outros vários chamarizes que, em cada região do Estado, possuem características paisagísticas singulares que dão ao turista vastas possibilidades de apreciar a natureza.

No Sul do Estado, encontramos um dos grandes patrimônios naturais do Brasil: o Parque Nacional do Caparaó, que abriga o Pico da Bandeira, terceiro mais alto do país, com 2.890 metros de altitude.

Na região das montanhas capixabas está localizado o Parque Estadual de Pedra Azul, em Domingos Martins, passeio obrigatório para quem curte uma boa caminhada ecológica, contemplando a beleza do local, que ainda pode ser apreciada através da cavalgada até suas piscinas naturais.

Também na região, no entorno da cidade de Vargem Alta, uma ave que se acreditava estar extinta foi encontrada. A Saíra Apunhalada tem pouco mais de dez centímetros, porém uma enorme importância para a preservação da mata da região, sendo uma das atrações de turistas praticantes de observação de aves.

No município de Conceição da Barra, localizado 256 quilômetros ao Norte da capital, fica o Parque Estadual de Itaúnas. Com uma área de aproximadamente 3.600 hectares, apresenta ecossistemas de diferentes tipos, como Mata Atlântica, tabuleiro, praia, rio, manguezal, restinga e alagado, além de abrigar fauna variada com espécies ameaçadas de extinção.

Para os que desejam um local mais bucólico e deserto, Conceição da Barra também é o local ideal. Lá está localizada a praia do Riacho Doce, na divisa com o Estado da Bahia. Segundo especialistas, uma das praias desertas mais bonitas do Brasil.

Além de grandes áreas de preservação, pontos turísticos ou parques municipais convidam os capixabas e turistas para boas caminhadas. O Monte Aghá fica localizado no município de Itapemirim e possui cerca de 340 metros de altitude, sendo usado como marco para navegação em todo o litoral Sul do Estado, por ser possível avistá-lo a vários quilômetros de distância.

O Parque Municipal da Fonte Grande, situado no Maciço Central da Ilha de Vitória, contrasta com a agitação da metrópole e é um convite para quem deseja relaxar apreciando a natureza. Na capital, o parque é a última área contígua de grande porte com vegetação característica de encostas da Mata Atlântica.

Já o Morro do Moreno, em Vila Velha, tem 274 metros de altura e está localizado próximo ao centro da cidade. Ao seu lado encontra-se o Convento da Penha, que também fica no topo de um morro. Os dois dão as boas-vindas a todos que vão à cidade de Vila Velha, a partir da capital do Estado, Vitória, passando pela Terceira Ponte, e viraram cartões-postais.

– Parques

Parque Estadual Pedra Azul (Pepaz): Localizado no km 89/90 da BR 262, no município de Domingos Martins, e distante 89 quilômetros da capital, Vitória.

Parque Estadual Itaúnas (PEI): Com uma área de aproximadamente 3.600 hectares, apresenta ecossistemas de diferentes tipos, como Mata Atlântica, tabuleiro, dunas, praia, rio, manguezal, restinga e alagado, além de abrigar fauna variada com espécies ameaçadas de extinção.

Parque Estadual Paulo César Vinha (PEPCV): É circundado pela Área de Proteção Ambiental (APA) de Setiba, que funciona como sua zona de amortecimento e visa conservar a região marinha do arquipélago das Três Ilhas. O parque fica em frente ao mar e é famoso por ter uma lagoa ao lado da praia, com coloração escura e águas quentes, chamada de Lagoa de Caraís.

Parque Estadual Cachoeira da Fumaça (PECF): Sua cobertura original é do tipo Floresta Estacional Semidecidual, que, ao longo dos anos, foi sendo recomposta, com plantios de essências nativas/frutíferas. O Rio Braço Norte Direito, além de contribuir com a beleza cênica do local, através da Cachoeira da Fumaça, com seus 140 metros de queda, é um afluente do Rio Itapemirim.

Parque Estadual do Forno Grande (PEFG): Protege o segundo maior ponto culminante do Estado do Espírito Santo, o Pico do Forno Grande com 2.039 metros, além de quedas d’água e trilhas. Local de especial riqueza biológica, também abriga espécies de animais em extinção, como a onça-parda, a jaguatirica e o macaco mono-carvoeiro.

Parque Estadual de Mata das Flores (PEMF): Remanescente florestal da Mata Atlântica localizado nas terras quentes do município de Castelo propicia a formação de um Corredor Ecológico desde suas terras quentes até as terras mais altas e frias dos Parques Estaduais de Forno Grande e de Pedra Azul.

Parque Nacional do Caparaó: Onde fica o Pico da Bandeira, terceiro mais alto do país, com 2.890 metros de altitude. Localizado na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, é um dos destinos mais procurados pelos adeptos do montanhismo no Brasil e sua portaria oficial fica situada no município capixaba de Dores do Rio Preto.

  • Sol e Praia

Os 410 quilômetros de praias inesquecíveis são um grande destaque do Espírito Santo. O clima tropical convida a todos a observar as belezas naturais e a saborear a típica moqueca ou torta capixaba. É no litoral que se concentra o maior número de visitantes, desde aqueles que pretendem sentir o vento e ouvir somente o barulho das ondas até os que procuram badalação.

As 14 cidades banhadas pelo mar possuem praias diversificadas, algumas com dunas, outras desertas, semidesertas, com enseadas, com águas mornas e cristalinas e também as famosas pela areia monazítica, muito utilizada para o uso medicinal. Os esportes náuticos também são muito praticados na costa do Espírito Santo. Surf, windsurf, wakeboard, mergulho, passeio de escuna e banana boat são grandes atrativos do litoral capixaba.

A Região Metropolitana abriga praias como Guarapari, Curva da Jurema, Camburi, da Costa, Itapoã, Coqueiral de Itaparica, Jacaraípe e Manguinhos. Ao sul, destacam-se as praias de Piúma, Anchieta, Marataízes e Itapemirim. Ao Norte, destaque para as praias de Regência, Barra do Sahy, Pontal do Ipiranga, Coqueiral, dos Padres, Guriri, Itaúnas e Riacho Doce, citando algumas das mais procuradas.

– Turismo Náutico

A pesca oceânica e os esportes náuticos são destaques no Espírito Santo. Pescadores do mundo inteiro são atraídos pela quantidade e tamanho dos peixes do litoral do Estado. Velejadores de Laser, Hobbie Cat e pequenas embarcações encontram raias privilegiadas por correntes e ventos no litoral capixaba.

As praias de alguns dos municípios da Região Turística Metropolitana são movimentadas e conhecidas por sua variedade de estilos, desde urbanas até bucólicas, e também pela prática de esportes. O clima, a estrutura de píeres e marinas, as condições de vento e, é claro, o visual fazem das cidades de Vitória, Vila Velha, Guarapari e Serra opções para a prática de kitesurf, windsurf, surf, vela e bodyboarding.

Nas montanhas capixabas o rafting e o boiacross dominam as águas do Rio Jucu. As saídas partem da cidade de Domingos Martins. Quem prefere um passeio mais tranquilo pode recorrer às escunas na Grande Vitória ou em Guarapari.

Mergulho no Espírito Santo: Famosas pela pureza das águas e diversidade de espécies, as praias de Guarapari são indicadas para o mergulho esportivo. Para os adeptos, o arquipélago de Três Ilhas, na cidade, guarda muitas surpresas e suas águas calmas permitem até mergulho noturno. Além da vida marinha, vale observar os pontos de naufrágios. Entre as ilhas Rasas e Escalvada estão os restos do navio Victory 8-B, afundado de forma controlada para servir de recife artificial.

Outro navio naufragado ali é o Bellucia, que em 1903 chocou-se contra a ilha Escalvada e partiu-se em dois. O navio de aço foi construído na Inglaterra em 1888. Era movido a vapor, tinha 102 metros de comprimento e 2.730 toneladas.

O Marlim: O marlim azul é o peixe mais cobiçado da pesca oceânica. Com dorso azul-cobalto e bico pontiagudo, ele é famoso por sua velocidade e valentia. Por isso, tornou-se símbolo de tudo que o mar tem de desafio, mistério e aventura.

É possível encontrá-lo na superfície durante o dia. À noite, o marlim procura as águas mais profundas sem manifestar muito interesse por alimentos. Os maiores exemplares podem pesar mais de 650 quilos e medir 4 metros de comprimento.

Para capturá-lo é necessário materiais pesados, como linhas de até 130 Ib, varas e carretilhas de 700 metros de linhas. Em relação a iscas naturais, as preferidas são farnagaios e sororocas. Entre as artificiais, as melhores são as lulas.

Considerada a capital mundial do marlim, Vitória tem dois recordes internacionais pela captura de marlim azul e branco: o primeiro, de 636 quilos, capturado em fevereiro de 1992, e o segundo, de 82,5 quilos, capturado em dezembro de 1979.

A melhor época de pesca do marlim azul é de outubro a março, e do marlim branco em novembro. Mas, em qualquer período do ano, a pesca é farta e certa.

GASTRONOMIA

A gastronomia capixaba é produto de muitas influências dos habitantes locais, como indígenas, portugueses, africanos e imigrantes europeus. A tradição pesqueira e a herança da cultura indígena e negra influenciaram profundamente a culinária capixaba. Com a vinda de imigrantes europeus, novos pratos foram acrescentados à cozinha capixaba.

Dos italianos, que exerceram maior influência, temos o anholini, o tortei, a sopa pavese, o risoto e a polenta. Dos alemães, recebemos uma culinária à base de batatas e carne de porco. Os portugueses deixaram sua marca com as delícias dos pratos à base de bacalhau, azeite, batata e doces feitos com ovos. Mineiros também trouxeram de suas terras pratos típicos, como o péla-égua e o feijão tropeiro.

Com a dificuldade de encontrar determinados ingredientes, receitas foram modificadas, ganhando um sabor bem brasileiro. Alimentos também foram surgindo: pães, bolos, tortas, doces, geleias, licores, queijos, ricotas e embutidos fazem hoje a delícia da culinária capixaba. Surgiram ainda o brote, típico pão alemão; o socol; a broa de milho; o bolinho de arroz; o bolo de aipim com coco; a papa de milho verde; o biscoito de nata e de polvilho; o pudim de leite; o arroz-doce; a cocada, o beiju, o cuscuz e a mentira.

  • Tipicamente capixaba

Entre as comidas típicas do Espírito Santo estão a moqueca e a torta capixaba. Famosa internacionalmente, a moqueca capixaba é o prato mais conhecido da culinária do Estado. Logo em seguida vem a torta capixaba, preparada com vários frutos do mar, como siri desfiado, camarão, ostra e sururu, além de bacalhau e palmito, sendo tradicional durante a Semana Santa.

Caranguejo é muito requisitado na culinária capixaba. A técnica de catar o crustáceo é a mesma que já utilizavam os indígenas, fartos comedores de caranguejo: vai-se com lama até os joelhos e cata-os no tato e no jeito, para que os dedos não sejam aferroados pelas puãs.

  • A moqueca capixaba

A moqueca capixaba é um dos ícones do Espírito Santo. Conhecida pelo seu sabor inigualável, o prato é uma instituição essencialmente capixaba. O nome “moqueca” designa um estilo de preparar o alimento que consiste no cozimento sem água, apenas com os vegetais e frutos do mar, tradicionalmente peixe, siri, camarão ou sururu.

Ao contrário da moqueca baiana, a capixaba não recebe azeite de dendê e nem leite de coco e é feita na panela de barro, outro ícone do Estado, também já reconhecida como patrimônio imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A moqueca é uma tradição trazida pelos índios há mais de 400 anos e, segundo chefs renomados, sua receita atende os quatro padrões que a gastronomia preza em um prato de qualidade: sabor, cor, perfume e consistência.

  • Dia da Moqueca

O prato típico mais tradicional da gastronomia do Espírito Santo, a moqueca capixaba, tem seu dia especial de comemoração e degustação. A homenagem foi criada através da Lei Municipal 8.213/2012, que instituiu o Dia da Moqueca no município de Vitória em 30 de setembro. A Lei teve inspiração na frase do jornalista e escritor Cacau Monjardim: “Moqueca é capixaba. O resto é peixada”.

A frase surgiu entre os anos 1970 e 1971, após uma viagem do jornalista à Bahia. Então presidente da extinta Empresa Capixaba de Turismo (Emcatur), entre uma reunião e outra, os baianos levaram o profissional para saborear a culinária local. Ao provar a moqueca baiana, Cacau estranhou o sabor e alegou que o prato era muito pesado.

Vale ressaltar ainda que a Lei Estadual 7.567/2003 institui a moqueca como comida típica do Espírito Santo.

EVENTOS

Sede de grandes empresas, o Espírito Santo tem se destacado no cenário nacional no competitivo mercado do turismo de negócios e vem crescendo nesse segmento. Sua localização geográfica privilegiada, distante cerca de mil quilômetros de três grandes centros urbanos e a menos de uma hora de voo desses locais, e a proximidade com os principais polos econômicos e mercados emissores do país são fatores estrategicamente vantajosos.

O Estado conta com uma excelente infraestrutura hoteleira e de convenções e um diversificado setor de comércio e serviços, bem como um amplo e moderno complexo portuário, atributos que fazem daqui local ideal para a realização de eventos e negócios.

Eventos de grande porte já consolidados, como a Feira Internacional de Mármore e Granito, Expovinhos, Vitória Moda, Vitória Cine Vídeo, MecShow, Expotur e Sabores, são referência no Estado. Eles atraem demandas significativas e geram grandes negócios para organizadores, expositores, fornecedores e toda a cadeia produtiva do turismo, uma vez que diversos setores são atingidos.

Cada região do Espírito Santo tem suas características, tradições e costumes, o que reflete nos mais diversos tipos de festas, eventos e manifestações culturais que expressam as riquezas capixabas. Além disso, com o crescimento da demanda de alguns nichos e segmentos do turismo, surgiram eventos direcionados que se consolidaram e crescem a cada ano.

O turismo local está em grande ascensão. Prova disso é a variedade de eventos que acontecem ao mesmo tempo, para todos os tipos de gostos e pessoas, e que sempre estão cheios e movimentados, atraindo cada vez mais turistas. Festas culturais, religiosas e gastronômicas são algumas das mais procuradas.

São festas capixabas de destaque:

  • Festa da Penha, em Vila Velha, sempre na segunda-feira após a Páscoa
  • Festival de Jazz & Bossa de Santa Teresa, no final de maio ou começo de junho
  • Os Passos de Anchieta, caminhada entre Vitória e a cidade de Anchieta, geralmente no feriado de Corpus Christi
  • Festa da Polenta, em Venda Nova do Imigrante, que ocorre em dois finais de semana de outubro
  • Festival de Forró de Itaúnas, em Conceição da Barra, que ocorre em dois finais de semana de julho
  • Festival de Inverno de Música Erudita e Popular de Domingos Martins, que ocorre em dois finais de semana de julho
  • Carnaval de Vitória, com desfile das escolas de Samba do Espírito Santo, sempre uma semana antes do Carnaval oficial
  • Festival de Inverno de Sanfona e Viola de São Pedro do Itabapoana, em Mimoso do Sul, que ocorre em dois finais de semana de julho
  • Festa de Corpus Christi de Castelo
  • Festivais Gastronômicos de Santa Teresa, Manguinhos e Guriri, em datas diversas
  • Festa do Imigrante Italiano de Santa Teresa, que ocorre em dois finais de semana de junho
  • Encontro Nacional de Folia de Reis, em Muqui, em agosto ou setembro
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