ALFREDO CHAVES

ALFREDO CHAVES

Escondida entre montanhas e vales exuberantes do Espírito Santo, Alfredo Chaves é um verdadeiro tesouro para quem busca contato com a natureza, cultura local e sabores autênticos. A pouco mais de 60 km de Vitória, essa cidade charmosa combina o clima ameno de serra com uma hospitalidade calorosa que faz qualquer visitante se sentir em casa.

Alfredo Chaves é cercada por paisagens naturais impressionantes. Trilhas que levam a mirantes oferecem vistas panorâmicas de cachoeiras, rios e matas preservadas. Um destaque é a Cachoeira de Matilde, conhecida por sua queda de água impressionante. Para os amantes de aventuras, o município também oferece trilhas de mountain bike e trekking, onde cada curva revela cenários de tirar o fôlego.

A cidade mantém viva a cultura capixaba por meio de festas tradicionais e eventos locais, momentos imperdíveis para conhecer a música, dança e gastronomia típica da região. Além disso, pequenas comunidades rurais preservam saberes antigos, como a produção artesanal de doces, queijos e cachaças, oferecendo ao visitante experiências autênticas.

A culinária de Alfredo Chaves é um capítulo à parte. Restaurantes locais servem pratos típicos do interior capixaba, com destaque para a galinha caipira, o feijão tropeiro e doces caseiros de banana e cacau. Para quem gosta de degustar bebidas locais, a cidade abriga alambiques familiares que produzem cachaças premiadas, ideais para harmonizar com petiscos regionais.

Além das atrações naturais e culturais, Alfredo Chaves se destaca pelo turismo rural. Fazendas abertas à visitação permitem que o turista participe da colheita de frutas, observe animais e conheça práticas agrícolas sustentáveis. Esse contato direto com o campo proporciona uma experiência relaxante e educativa, perfeita para famílias e quem busca fugir do ritmo acelerado das grandes cidades.

Alfredo Chaves é um convite irresistível para quem quer unir aventura, descanso e sabores autênticos em um só destino.

HISTÓRIA E CULTURA

Localizado no sul do Espírito Santo, o município de Alfredo Chaves encanta visitantes não apenas por suas belezas naturais, mas também por uma história rica, marcada pela colonização, pela força do trabalho imigrante e pela relação íntima com o Rio Benevente, que corta a cidade e ajudou a moldar seu desenvolvimento.

A origem de Alfredo Chaves remonta ao século XIX, quando o imperador Dom Pedro II concedeu uma extensa área de terras ao português Augusto José Álvares e Silva. A propriedade foi dividida em sesmarias — grandes lotes rurais — que dariam início à ocupação organizada da região. Após a morte de Augusto, sua esposa, Macrina Rachel da Conceição, desempenhou um papel importante ao doar parte das terras para escravos sem moradia, gesto que deu origem ao primeiro núcleo populacional conhecido como Povoado de Nossa Senhora da Assumpção, posteriormente chamado de Povoação de Nossa Senhora da Conceição.

O grande impulso para o crescimento da região veio com a chegada dos imigrantes italianos a partir de 1877. Desembarcando na então Benevente (atual Anchieta), essas famílias subiram o Rio Benevente em canoas até áreas mais altas, onde fundaram comunidades como Alto Benevente e Vila de Todos os Santos. Em busca de terras férteis e melhores condições de vida — já que a Itália enfrentava dificuldades econômicas — os imigrantes enfrentaram desafios intensos: matas densas, animais selvagens, doenças como a febre de impaludismo e a ausência de infraestrutura.

Apesar das adversidades, a persistência desses colonizadores transformou a paisagem. Florestas deram lugar a lavouras, principalmente de café, que impulsionaram a economia local por décadas. A organização comunitária também se fortaleceu, com a construção de igrejas, o surgimento de centros comerciais e a consolidação de uma identidade cultural fortemente influenciada pelas tradições italianas.

O nome do município é uma homenagem ao engenheiro e ministro da colonização Alfredo Rodrigues Fernandes Chaves, enviado à região ainda no período imperial. A emancipação de Alfredo Chaves ocorreu em 24 de janeiro de 1891, marcando oficialmente sua separação de Benevente e o início de uma nova fase administrativa e econômica.

Ao longo do século XX, o município continuou evoluindo. Em 1922, foram implantados serviços de abastecimento de água, esgoto e iluminação pública — avanços significativos para a época. Já na década de 1960, com a crise do café, os agricultores locais reinventaram sua produção, investindo na banana e na pecuária leiteira. Essa adaptação não só garantiu a sustentabilidade econômica da região como também deu origem a uma das mais tradicionais celebrações locais: a Festa da Banana e do Leite.

Além da agricultura, Alfredo Chaves guarda curiosidades que reforçam sua importância histórica no estado. Foi ali que surgiu o primeiro time de futebol do Espírito Santo, em 1910, evidenciando o papel pioneiro do município também no esporte.

Hoje, visitar Alfredo Chaves é fazer uma viagem no tempo. Entre montanhas, rios e comunidades rurais, o município preserva suas raízes enquanto oferece ao turista uma experiência autêntica, onde história, cultura e natureza caminham lado a lado.

ATRAÇÕES TURÍSTICAS

Vale de Santa Maria Madalena -

Biquinha da Cachoeirinha -

Cachoeiras: Alta, Bela Vista, Crubixá, Engano, Maravilha, Merotto, Neusa, Piripitinga, Pin, Quintino, Recreio, Santa Maria de Ibitirui, Santa Maria do Engano, Santa Maria Madalena, Sardi, Tilin, Vovó Lúcia, Darós, Pinón, Tororoma, Iracema e Iraceminha

Parque Municipal Iracema -

Corredeiras: Maravilha e Paganini -

Poção da Cachoeira Alta -

Poço Montorola e Poço Santo -

Rio Benevente -

Floração de Cerejeiras no Sítio Monte Rá -

Biblioteca Municipal Celina Pires Martins -

Praça Colombo Guardia -

Casarões: dos Barcelos, dos Bonelas, de Tognéri, da Família Rosalém e Kabanas Haus

Fábrica Doces Capixabinha

Igrejas: Aparecida Basílio, Nossa Senhora Auxiliadora, Nossa Senhora da Conceição, Sagrada Família, Santa Maria Madalena, São Benedito, São Brás, São Francisco, São João, São Joaquim, São José, São Luiz e São Pedro

Igreja Sagrada Família - Considerada uma das mais belas e antigas do município, a igreja preserva toda a sua estrutura original desde a construção, que durou oito anos e foi concluída em 1914. Um verdadeiro ponto histórico de Alfredo Chaves, sua riqueza vai desde a arquitetura imponente até os detalhes minuciosos do altar. Segundo relatos de antigos moradores, a imagem da padroeira, Sagrada Família, foi trazida diretamente da França, acrescentando um toque internacional à história e à devoção local.

Capela de Santa Cruz - 

Capela de São Roque - Erguida em 1902 sobre uma grande rocha, a capela nasceu a partir de uma promessa do imigrante italiano Amadio Partele. Localizada a aproximadamente 450 metros de altitude, ela é visível de diversos pontos do território de Alfredo Chaves e oferece uma vista privilegiada do litoral sul capixaba. Todos os anos, no dia 16 de agosto, é celebrada a tradicional festa do padroeiro, que atrai um grande público. Fiéis e visitantes enfrentam o percurso a pé ou a cavalo, encarando a subida não apenas como uma aventura, mas como um ato de devoção, carregando a imagem do santo até a capela no alto da pedra. A combinação de fé, tradição e paisagens deslumbrantes transforma a visita em uma experiência única, que integra cultura, história e natureza.

Conventinho da Penha - No alto de um morro, a cerca de 860 metros de altitude, ergue-se uma capela histórica, construída há mais de 150 anos por moradores locais e conhecida em toda a região. O acesso é feito por uma trilha de aproximadamente 30 minutos que atravessa a mata, exigindo preparo físico, mas recompensando o visitante com contato direto com a natureza e vistas deslumbrantes. Todos os anos, a capela recebe fiéis durante a festa da padroeira, Nossa Senhora da Penha, quando muitos devotos percorrem a trilha a pé em uma caminhada de fé e devoção. Em 2016, o local ganhou ainda mais imponência com a instalação de um cruzeiro de 11 metros de altura, tornando-se um ponto turístico e religioso de grande relevância para Alfredo Chaves e região.

Ponte de passagem de trem -

São Roque de Maravilha -

Mercearia "Carrefur da Roça" -

Museu Recanto das Rosas -

Fonte de Água Dupote e Fonte Nova Estrela -

Ilha Togneri -

Mirante Vale Santa Maria Madalena -

Piscina do César -

EcoPark Alto Gururu - A área é composta por uma mata preservada, repleta de nascentes de águas cristalinas e rica fauna da Mata Atlântica. Situada a 400 metros de altitude, conta com cerca de 5 km de trilhas que serpenteiam pelo coração da floresta, conduzindo o visitante a mirantes naturais com vistas deslumbrantes do litoral capixaba. Ao longo do percurso, é possível observar e até tocar em árvores gigantescas, contemplar a diversidade de plantas nativas e avistar animais silvestres em seu habitat natural, tornando a experiência uma verdadeira imersão na natureza.

Praça Colombo Guardiã -

Quente Frio -

Represa da PCH São Joaquim -

Vale Crubixá -

Vale São Roque de Maravilha -

Propriedade do Sardi - Segundo o ambientalista e proprietário Ricardo Sardi, a propriedade possui mais de 100 hectares, dos quais 70% são cobertos por floresta nativa, abrigando madeiras nobres como jacarandá, jequetibá, canela e ipê-roxo. São 44 nascentes mapeadas, 10 quedas d’água, trilhas que serpenteiam pela mata e uma piscina natural, além de uma rica fauna, com diversas espécies de aves e mamíferos. A outra parte do terreno vem sendo cuidadosamente reflorestada pelo próprio Sardi. 

Vila Nova de Maravilha -

Monte das 3 Cruzes - Do alto de seus aproximadamente 890 metros de altitude, o local oferece uma vista panorâmica de tirar o fôlego, permitindo avistar diversas cidades vizinhas e até o litoral sul do Espírito Santo. Lugar de fé e devoção, segundo moradores, as cruzes existentes remontam à época dos jesuítas, que passavam por ali a caminho das minas do Castelo. Desde então, mantém-se a tradição de celebrar anualmente, no dia 14 de setembro, uma missa especial pedindo chuvas. A paisagem é impressionante: mata preservada ainda se estende por grande parte do município, enquanto é possível avistar o litoral de Guarapari e Anchieta, a ponta da Pedra Azul, o Pico do Redentor e o Forno Grande. É um ponto que combina natureza, história e espiritualidade, oferecendo uma experiência única para quem busca contemplação e conexão com a tradição local.

Pedra Gururu – Com 570 metros de altitude, essa formação rochosa pode ser vista facilmente da ES 146, chegando à sede pela BR 101, e parece “abraçar” a cidade dependendo do ponto de vista. O caminho a partir do Vale do Batatal é repleto de paisagens deslumbrantes, e no cume há um cruzeiro que simboliza a fé e a busca por sossego e oração. Todo mês de julho, uma caminhada tradicional de amigos celebra esse trajeto.

Capela de São Miguel Arcanjo – Construída em 2015 pelos moradores do Vale do Batatal, em uma das montanhas com quase 600 metros de altitude, a capela oferece vistas incríveis do litoral capixaba. Cercada de mata e silêncio, é um espaço perfeito para meditação, oração e contato profundo com a natureza.

Ruínas da Figueira – A origem do nome vem de uma enorme figueira que ficava próxima à igreja construída em 1910. A igreja possuía colunas elegantes, torre baixa, arcos de estilo romano e um jardim frontal cercado por grades de ferro. Infelizmente, a construção ruiu em 1943, restando apenas os arcos, que hoje são um marco histórico que encanta visitantes e fotógrafos.

Rampa Natural de Voo Livre – Reconhecida como uma das melhores do Brasil, recebe pilotos de todo o mundo e sedia campeonatos estaduais. Do mirante, é possível contemplar o litoral sul capixaba de um lado e as montanhas verdejantes do interior do outro. Com condições de voo praticamente todos os dias do ano, é um paraíso para os amantes de adrenalina e paisagens de tirar o fôlego.

Estação Ferroviária de Ibitiruí – Construída na década de 1990 para atender trabalhadores da linha férrea, hoje funciona como ponto turístico, com fotos antigas, um pequeno museu e divulgação da agroindústria local. Localizada em um cantinho charmoso da vila de Ibitiruí, preserva memórias do transporte ferroviário.

Estação Ferroviária de Matilde – Restaurada em 2010, celebra seu centenário com exposições, lojinha de artesanato e atrações culturais. Sua arquitetura diferenciada e o girador de trens fazem dela um cartão postal do município e ponto de encontro para quem aprecia história e cultura local.

Túnel Encantado – Localizado cerca de 1,5 km da estação, o túnel foi construído para controlar o fluxo do córrego Rio Novo de Matilde. Com 65 degraus e arquitetura em arco romano pleno, é feito de pedras assentadas tipo aduelas com mínima argamassa. É uma atração turística para aventureiros, indicada para quem busca emoção e tem preparo físico.

FESTAS DA CIDADE

  • Festa da Banana
  • Natal, som e luz

COMO CHEGAR

  • Saindo de Vitória, a distância é de aproximadamente 70 km.

          Rota principal: Pegar a BR-262 sentido sudeste até Venda Nova do Imigrante. Em Venda Nova, pegar a ES-265 sentido Alfredo Chaves. Tempo aproximado: 1h30 a 2h, dependendo do trânsito.

CONTATOS

Endereço: Avenida Getúlio Vargas, 762 - Centro - Alfredo Chaves - ES - Cep

Telefone: (27) 3269.2735/2736 | Site: www.turismo.alfredochaves.es.gov.br | E-mail: turismo@turismoalfredochaves.es.gov.br | Siga: @

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