SERRA
SERRA
Localizada na Região Metropolitana da Grande Vitória, a Serra é um dos municípios mais dinâmicos e diversificados do Espírito Santo. Privilegiada por sua localização estratégica, a cidade está a cerca de 20 quilômetros do aeroporto da capital e é cortada pela BR-101, principal corredor rodoviário do estado. Além de ser um importante polo econômico e industrial capixaba, a Serra também se destaca como um destino turístico repleto de belezas naturais, história, cultura e experiências rurais.
Um dos grandes diferenciais do município é a proximidade entre o litoral e as áreas rurais. Em poucos minutos, o visitante pode sair das praias e chegar aos circuitos de agroturismo, às montanhas e às trilhas ecológicas que cortam a região. Essa combinação torna a Serra um destino capaz de agradar diferentes perfis de turistas durante todo o ano.
Com aproximadamente 23 quilômetros de litoral, a Serra abriga algumas das praias mais bonitas do Espírito Santo. Ao longo da costa, o visitante encontra praias urbanizadas, semi-desertas e áreas praticamente intocadas, sempre acompanhadas pela vegetação de restinga preservada, característica marcante da região.
Os principais balneários do município são Carapebus, Bicanga, Manguinhos, Jacaraípe e Nova Almeida, cada um com características próprias e atrativos singulares.
Jacaraípe é conhecida como a "Vila do Surf" e se consolidou como um dos principais destinos para a prática do esporte no estado. Suas ondas constantes durante praticamente todo o ano atraem surfistas de diversas regiões do Brasil, além de sediar campeonatos municipais, estaduais, nacionais e internacionais de surf, vôlei de praia e beach soccer.
Já Manguinhos encanta pela atmosfera tranquila e charmosa de antiga vila de pescadores. Com ruas acolhedoras, mar calmo e excelente gastronomia, o balneário tornou-se referência na culinária capixaba. O tradicional Festival Manguinhos Gourmet reúne chefs, restaurantes e amantes da boa gastronomia em um dos eventos mais aguardados do calendário turístico estadual.
Ao norte do litoral serrano está Nova Almeida, uma das localidades históricas mais importantes do Espírito Santo. Além das belas praias, o distrito abriga um dos monumentos mais significativos da história brasileira: a Igreja e Residência dos Reis Magos.
Fundada em 1556, a Serra está entre os municípios mais antigos do Espírito Santo. Antes da chegada dos colonizadores portugueses, a região era habitada por povos indígenas que viviam em harmonia com a natureza e deixaram marcas importantes na formação cultural local.
Durante o período colonial, a Serra desempenhou papel relevante na ocupação do território capixaba. O desenvolvimento da região foi impulsionado pela instalação de fazendas voltadas para a agricultura e a pecuária, atividades que ainda hoje fazem parte da identidade econômica e cultural do município.
Entre os principais patrimônios históricos está a Igreja e Residência dos Reis Magos, em Nova Almeida. Iniciada em 1557 pelos missionários jesuítas, a construção é considerada um dos mais importantes monumentos históricos do Espírito Santo. Tombada pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, atual IPHAN, a edificação recebe milhares de visitantes todos os anos e oferece uma vista privilegiada do litoral capixaba.
Dominando a paisagem do município está o imponente Mestre Álvaro, uma das montanhas mais emblemáticas do Espírito Santo. Com mais de 800 metros de altitude, o maciço é protegido por uma Área de Proteção Ambiental e constitui um dos principais destinos para a prática de ecoturismo no estado.
Trilhas ecológicas, observação da fauna e da flora e vistas panorâmicas da Grande Vitória fazem do local uma experiência imperdível para os amantes da natureza e da aventura.
A zona rural da Serra preserva tradições ligadas à agricultura familiar e oferece experiências autênticas aos visitantes. Os circuitos de agroturismo permitem conhecer propriedades rurais, degustar produtos artesanais e desfrutar da hospitalidade típica do interior capixaba.
Entre os destaques estão cafés especiais, licores, doces caseiros, produtos coloniais e pratos preparados com ingredientes produzidos na própria região.
Falar da Serra é falar do Congo, uma das manifestações culturais mais importantes do Espírito Santo. Símbolo da identidade capixaba, o Congo encontrou no município um de seus maiores redutos de preservação e valorização.
As bandas de Congo são formadas por músicos que tocam tambores, caixas e a tradicional casaca, instrumento típico do Espírito Santo esculpido em madeira e considerado patrimônio cultural do estado. O som característico da casaca, aliado aos cantos e ritmos marcantes, cria uma das expressões culturais mais autênticas do Brasil.
Além dos músicos, as apresentações contam com mestres, rainhas, princesas e cortejos que misturam música, dança, fé e tradição. O Congo representa a união entre elementos religiosos e populares, preservando séculos de história e resistência cultural.
A principal celebração dessa tradição ocorre durante a Festa de São Benedito, em Nova Almeida, considerada uma das manifestações culturais e religiosas mais importantes do Espírito Santo.
Praias paradisíacas, patrimônio histórico, montanhas, trilhas, gastronomia, agroturismo e cultura popular fazem da Serra um dos destinos mais completos do Espírito Santo. Seja para relaxar à beira-mar, explorar a natureza, conhecer a história capixaba ou vivenciar tradições culturais únicas, o município oferece atrações para todas as idades e perfis de viajantes.
Visitar a Serra é descobrir um lugar onde passado e presente convivem em perfeita harmonia, revelando algumas das mais belas paisagens e manifestações culturais do Espírito Santo.
HISTÓRIA E CULTURA
Fundado no século XVI, o município é um dos mais antigos do estado e guarda importantes capítulos da colonização brasileira, reunindo influências indígenas, portuguesas e africanas que ajudaram a moldar a identidade cultural da região.
Embora atualmente seja reconhecida como uma das cidades mais desenvolvidas e populosas do Espírito Santo, a Serra preserva em muitos de seus bairros, distritos e comunidades características típicas de uma cidade de origem colonial. Tradições culturais, manifestações religiosas e costumes populares permanecem vivos, mesmo diante das profundas transformações econômicas e urbanas ocorridas nas últimas décadas.
Até a década de 1970, a Serra possuía uma população modesta, formada principalmente por comunidades ligadas à pesca artesanal, à agricultura e às atividades rurais. A partir desse período, impulsionada pelo desenvolvimento industrial da Grande Vitória, a cidade passou por uma das mais aceleradas expansões demográficas do Brasil. Em poucas décadas, milhares de famílias vindas de diferentes regiões do país contribuíram para transformar o município em um dos principais polos econômicos capixabas.
As origens da cidade remontam aos primeiros anos da colonização portuguesa. O território era habitado pelos índios Temiminós, liderados pelo cacique Maracajá-Guaçu, cujo nome em tupi significa "grande gato-maracajá". Ao lado de seu filho, o célebre Arariboia, o líder indígena desempenhou papel fundamental nas alianças que possibilitaram a ocupação da região pelos colonizadores portugueses.
Outro personagem decisivo para a fundação da cidade foi o padre jesuíta Brás Lourenço, que chegou ao Brasil em 1553 na mesma missão religiosa que trouxe o padre José de Anchieta. Juntos, missionários e indígenas estabeleceram as bases da futura Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra.
A consolidação do povoamento ocorreu em 8 de dezembro de 1603, data tradicionalmente associada à conclusão da primeira igreja da aldeia e à organização definitiva do núcleo populacional que daria origem ao atual município da Serra.
Ao longo dos séculos, a aldeia ganhou importância administrativa e religiosa. Em 1752, foi elevada à categoria de freguesia por Carta Régia da Coroa Portuguesa, sendo oficialmente instalada em 1769 após a construção da nova Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. A freguesia possuía como capela filial a Ermida de São José, importante referência religiosa da época.
Em 1822, a localidade foi elevada à categoria de vila, consolidando sua importância na organização territorial da então Capitania do Espírito Santo. Poucos anos depois, em 2 de abril de 1833, foi criado oficialmente o Município da Serra, desmembrado de Vitória. Sua instalação ocorreu em 19 de agosto do mesmo ano.
Entre os episódios mais marcantes da história local está a Insurreição de Queimado, um dos mais importantes movimentos de resistência contra a escravidão no Espírito Santo. Deflagrada em 19 de março de 1849, na localidade de São José do Queimado, a revolta reuniu centenas de escravizados que lutavam pela liberdade prometida durante a construção da Igreja de São José.
Embora o movimento tenha sido reprimido pelas forças imperiais, ele permanece como um dos maiores símbolos da resistência negra no estado. Entre seus líderes destacaram-se Chico Prego e João da Viúva, cujas trajetórias são lembradas como exemplos de coragem e luta por justiça.
Na segunda metade do século XIX, a Serra viveu um período de grande prosperidade econômica. Beneficiada por sua posição estratégica entre a capital e o norte do Espírito Santo, tornou-se importante entreposto comercial para o escoamento da produção agrícola, especialmente açúcar e café.
Nesse período, o Rio Santa Maria da Vitória desempenhava papel fundamental no transporte de pessoas e mercadorias. Em São José do Queimado funcionava o Porto do Una, por onde circulavam produtos agrícolas destinados à exportação e mercadorias que abasteciam as comunidades da região. Grandes canoas navegavam pelo rio transportando café, alimentos e diversos insumos, integrando a Serra aos principais centros econômicos da província.
Em 6 de novembro de 1875, a sede municipal foi elevada à categoria de cidade, consolidando sua posição como um dos principais núcleos urbanos capixabas. A conquista foi resultado da atuação de lideranças políticas locais, entre elas o deputado provincial Major Joaquim Pereira Franco Pissarra, responsável pela proposição da lei que concedeu o novo status ao município.
Hoje, a Serra é um dos municípios mais importantes do Espírito Santo, destacando-se pela força de sua economia, pela riqueza de seu patrimônio histórico e pela diversidade cultural de seu povo. Ao mesmo tempo em que abriga modernos polos industriais e tecnológicos, preserva locais históricos como a Igreja dos Reis Magos, em Nova Almeida, as ruínas da Igreja de São José do Queimado e as tradicionais bandas de Congo, consideradas símbolos da cultura capixaba.
Conhecer a história da Serra é compreender a trajetória de um município que cresceu sem perder suas raízes, mantendo viva a memória dos povos indígenas, dos colonizadores, dos africanos escravizados e de todos aqueles que ajudaram a construir uma das cidades mais importantes do Espírito Santo.
ATRAÇÕES TURÍSTICAS
Praia de Bicanga -
Paraia de Carapebus -
Praia de Jacaraípe -
Praia de Manguinhos -
Falésias de Nova Almeida -
Lagoa Juara -
Igreja e Residência dos Reis Magos -
Igreja Nossa Senhora da Conceição -
Igreja de São João Batista de Carapina -
Igreja de São José do Queimado -
Santuário das Formigas Bordadeiras -
Igreja Verde -
Museu Histórico -
Casa do Congo -
Casa de Pedra -
Estátua de Chico Prego -
Vila das Artes -
Tradicional Quindim -
Pavilhão de Carapina -
Monte Mestre Álvaro -
Parque da Cidade -
Praça Encontro das Águas -
Jardim Botânico Horto -
Camping Capuba -
Circuito Muribeca -
Circuito Guaranhuns -
Circuito Pitanga -
Chapada Grande -
Circuito das Águas
Putiri -
FESTAS DA CIDADE
- Festa de São Benedito
- Dia do Serrano
- Festa de São Pedro
- Festas Juninas
- Oktoberfest Serra
COMO CHEGAR
Localizada na Região Metropolitana da Grande Vitória, a Serra é o município mais populoso do Espírito Santo e possui fácil acesso por diferentes meios de transporte.
- Saindo de Vitória, a principal via de acesso à Serra é a BR-101, que atravessa o município de norte a sul e o conecta às demais regiões do Espírito Santo e aos estados vizinhos. Outra importante ligação é a ES-010, que acompanha o litoral e dá acesso às praias serranas. De ônibus, a Serra é atendida por linhas intermunicipais e pelo sistema metropolitano da Grande Vitória. Para quem chega de outras cidades ou estados, a principal porta de entrada é a Rodoviária de Vitória, de onde partem linhas regulares para diversos bairros serranos.
CONTATOS
Endereço: Rua Maestro Antônio Cícero, nº 111 - Caçaroca - Distrito Sede - Serra - ES - CEP: 29176.439
Telefone: 27 3291.2333/2334 | Site: www.serra.es.gov.br | E-mail: setur@serra.es.gov.br - turismo.setur@serra.es.gov.br
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