VENDA NOVA DO IMIGRANTE
VENDA NOVA DO IMIGRANTE
No coração da região serrana do Espírito Santo, o município de Venda Nova do Imigrante se destaca como um dos principais destinos de turismo de montanha do estado. Conhecida como a “Capital Nacional do Agroturismo”, a cidade combina paisagens naturais preservadas, forte herança da imigração italiana e uma experiência gastronômica e rural que atrai visitantes durante todo o ano.
O grande diferencial de Venda Nova do Imigrante é o agroturismo estruturado, considerado referência no Brasil. Pequenas propriedades rurais abrem suas portas para visitantes, oferecendo contato direto com a produção local de cafés especiais, queijos artesanais, embutidos, doces coloniais, vinhos e licores.
Esse modelo de turismo permite que o visitante vivencie o dia a dia no campo, participando de atividades como trilhas em propriedades, visitas a lavouras de café, ordenha de leite e degustações de produtos típicos da região. É uma forma autêntica de conhecer a cultura local e valorizar a agricultura familiar.
A geografia montanhosa da região proporciona cenários ideais para o ecoturismo. A cidade conta com áreas de mata atlântica preservada, rios e mirantes naturais que oferecem vistas panorâmicas impressionantes.
Entre as atividades mais procuradas estão trilhas ecológicas, caminhadas, passeios de bicicleta e observação da fauna e flora. O clima ameno durante o ano inteiro torna a experiência ainda mais agradável, especialmente nos meses de inverno, quando a cidade recebe mais visitantes.
A influência dos imigrantes italianos é um dos pilares da identidade local. A cultura se reflete na arquitetura, na culinária e nas festas tradicionais. Eventos típicos celebram essa herança com músicas, danças, comidas coloniais e forte participação da comunidade.
A gastronomia é um atrativo à parte: massas artesanais, polenta, frango caipira e sobremesas tradicionais fazem parte da experiência dos visitantes. Muitas propriedades rurais mantêm receitas passadas de geração em geração.
Venda Nova do Imigrante também se destaca por eventos que movimentam o turismo regional ao longo do ano. Festas culturais e religiosas fortalecem o calendário turístico e atraem visitantes de diversas partes do estado.
Além disso, a cidade possui igrejas e espaços de fé que fazem parte do roteiro de quem busca turismo religioso e contemplativo.
Localizada a cerca de 100 km de Vitória, capital do Espírito Santo, Venda Nova do Imigrante possui fácil acesso por rodovias bem estruturadas. A cidade conta com boa rede de hospedagem, incluindo pousadas rurais, hotéis e chalés, que valorizam o contato com a natureza.
A hospitalidade dos moradores é outro ponto frequentemente destacado pelos visitantes, reforçando a vocação turística do município.
Venda Nova do Imigrante se consolida como um destino completo para quem busca tranquilidade, contato com a natureza e experiências culturais autênticas. Seja para um fim de semana ou uma estadia mais longa, a cidade oferece uma imersão no modo de vida rural e nas tradições da imigração italiana, sendo uma das joias do turismo serrano capixaba.
HISTÓRIA E CULTURA
O município de Venda Nova do Imigrante, localizado na região serrana do Espírito Santo e às margens da BR-262, é um dos destinos mais emblemáticos do estado quando o assunto é história, imigração e cultura rural. Oficialmente criado em 10 de maio de 1988, por meio do Decreto-Lei nº 4.069, o município foi desmembrado de Conceição do Castelo e possui uma área de aproximadamente 188,9 km², abrangendo a sede e os distritos de São João de Viçosa e Alto Caxixe, além de diversas comunidades rurais.
Inserida em um relevo montanhoso que varia entre 630 e 1.550 metros de altitude, Venda Nova do Imigrante se destaca por sua paisagem serrana, clima ameno e forte vocação agrícola. A economia local é historicamente baseada na agricultura, com destaque para o café, presente em cerca de 90% das propriedades rurais, além da produção de hortifrutigranjeiros e da crescente atividade pecuária.
Esse cenário rural não apenas sustenta a economia, mas também estrutura a identidade cultural do município, fortemente ligada ao trabalho familiar e ao uso sustentável da terra.
Antes da colonização europeia, a região era habitada por povos indígenas, possivelmente do grupo Puri, que deixaram vestígios materiais encontrados pelos primeiros colonizadores.
No período colonial, grandes fazendas de café foram estabelecidas por portugueses no altiplano serrano, entre elas: Providência, Lavrinhas, Tapera, Bananeiras, Bicuíba e Viçosinha. Essas propriedades também foram marcadas pelo uso de mão de obra escravizada, que desempenhou papel central na economia cafeeira da época.
Com a abolição da escravatura e o declínio dessas fazendas, o território passou por um processo de reorganização social e econômica, abrindo espaço para a chegada de novos colonos.
A partir de 1892, iniciou-se a colonização italiana na região, com a chegada de famílias vindas principalmente do norte da Itália, especialmente da região do Vêneto. Aproximadamente 18 a 20 famílias pioneiras deram origem a um processo de ocupação que moldou profundamente a cultura local.
Entre os sobrenomes que se tornaram referência na história vendanovense estão: Perim, Caliman, Zandonadi, Altoé, Bragato, Venturim, Falcheto, Brioschi, Sossai, Carnielli, Cola, Minetti, Lorenzoni, Delpupo, Tonolli, Ambrozim, Scabello, Mazzoco, Fioreze e Mascarello.
Essas famílias contribuíram diretamente para a construção da vida comunitária, preservando tradições, valores e modos de produção que permanecem vivos até hoje.
Um dos traços mais marcantes da cultura local é o espírito comunitário herdado dos imigrantes. Ainda nas primeiras décadas do século XX, a população organizava-se em regime de mutirão para construir escolas, estradas e estruturas essenciais ao desenvolvimento local.
Entre os marcos desse período estão: a construção da primeira escola em 1922, a instalação da linha telefônica em 1925, a criação da Cooperativa Agrária de Lavrinhas em 1927 e a abertura dos primeiros 20 km de estrada em sistema de trabalho coletivo
Essas iniciativas refletem uma cultura baseada na cooperação, no esforço coletivo e no desenvolvimento sustentável.
Até meados do século XX, a região manteve um ritmo de crescimento relativamente isolado. No entanto, a construção da BR-262, por volta de 1957, representou um marco decisivo para a integração de Venda Nova do Imigrante com grandes centros urbanos como Vitória e Belo Horizonte.
A rodovia impulsionou o comércio, facilitou o escoamento da produção agrícola e acelerou o desenvolvimento econômico e social do município, sem romper completamente com suas raízes rurais.
Hoje, Venda Nova do Imigrante é reconhecida como o berço do agroturismo no Brasil, atividade que conecta turismo, agricultura familiar e valorização cultural. O município foi declarado Capital Nacional do Agroturismo, reunindo dezenas de propriedades rurais que mantêm viva a tradição da produção artesanal de alimentos como queijos, embutidos (como o socol), doces, geleias, licores e biscoitos coloniais.
Essa herança cultural italiana, somada à forte organização comunitária e ao vínculo com a terra, faz de Venda Nova do Imigrante um dos municípios mais autênticos da região serrana capixaba, onde história e cultura permanecem profundamente entrelaçadas no cotidiano da população.
ATRAÇÕES TURÍSTICAS
Selva Sassiri -
Igreja de São Pedro Apóstolo -
Casa Nostra -
Igreja de Pindobas -
Casa de Cultura -
Orquidário Caliman -
Fazenda Bella Toza -
Fazenda Saúde -
Casa Velha Colha e Pague -
Lago do Alto Bananeiras -
Cervejaria Altezza -
Cervejaria Grecco -
Cachoeira de Alto Bananeira -
Morro do Filletti -
Pedra do Já 7 -
Pedra do Rego -
Mirante da Torre de TV -
Casarão do Scabello -
Caxixe Frio -
Serra do Engano -
Vinícola Tonole -
Cachaça Temosinha -
Lorenção -
Paraíso Bar -
Piscina Casa de Campo -
FESTAS DA CIDADE
- Festa da Polenta
- Festa do Socol
- Aniversário da Cidade
- Festa do Rodeio
- Festa do Tomate
- Festa da Pizza
- Festa do Café
- Festa do Padroeiro São João Batista
- Corpus Christi
COMO CHEGAR
O município de Venda Nova do Imigrante, localizado na região serrana do Espírito Santo, é um dos destinos mais acessíveis da serra capixaba, especialmente para quem sai de Vitória ou de cidades vizinhas. O acesso principal é feito por rodovias bem sinalizadas, com destaque para a BR-262.
- Saindo de Vitória (capital do ES). A distância é de aproximadamente 110 km, com tempo médio de viagem entre 1h40 e 2h30, dependendo do trânsito e das condições da estrada. O trajeto segue pela BR-262, passando por cidades da região serrana como Viana e Marechal Floriano até chegar a Venda Nova do Imigrante. A BR-262 é uma rodovia de serra, com curvas e trechos de subida e descida. Apesar disso, é bem sinalizada e é a principal ligação entre o litoral e o interior serrano.
Também é possível chegar ao município por transporte rodoviário intermunicipal. A viagem parte da Rodoviária de Vitória com destino à rodoviária de Venda Nova do Imigrante. A duração média varia entre 2h e 2h30.
CONTATOS
Endereço: Rua dos Ipês, 38 - Vila Betânea - Venda Nova do Imigrante - ES - CEP: 29375.000
Telefone: 28 3546.6105 - 3546.3062 - 3546.1188 | Site: www.vendanova.es.gov.br | E-mail: turismo@vendanova.es.gov.br
Siga: @turismovni e @descubravendanova